AVIAÇÃO COMERCIAL & PRIVADA

737 Max está proibido de voar na China

Com duas tragédias em sete meses de operação, a Boeing vê ameaça ao mercado de 5 mil aeronaves já encomendadas

As autoridades aeronáuticas da China ordenaram que as empresas aéreas do país mantenham seus jatos Boeing 737 Max no chão. A informação foi divulgada pela Agência Reuters e a Boeing preferiu não comentar o assunto.

Atualmente, em todo o mundo, há 348 aeronaves Boeing 737 Max em operação de um total de 5.100 encomendadas. A proibição chinesa vem após dois acidentes graves: em outubro caiu um 737 Max 8 da Lion Air, na Indonésia. E neste domingo foi a vez de um 737 Max 8 da Ethiopian.

Em ambos os casos, todos os ocupantes morreram: foram 189 mortos no primeiro acidente e 157 no segundo. Eram duas aeronaves novas: o 737 Max começou a voar comercialmente só em setembro do ano passado.

Depois do acidente da Lion Air, a Boeing emitiu uma orientação operacional alertando os operadores para eventuais erros de leituras de dados. Ambos os acidentes ainda estão sob investigação, mas nos dois casos as suspeitas iniciais recaem sobre eventuais indicações erradas do Maneuvering Characteristics Augmentation System (MCAS), uma das novidades da aeronave.

A proibição dos voos domésticos na China deve paralisar 13 aeronaves da China Eastern Airlines, 14 da Air China e 16 da China Sourthern Airlines.

No Brasil, o novo Boeing 737 Max 8 é a aposta da Gol: a companhia já recebeu seis de uma encomenda total de 105 aeronaves. As aeronaves já são empregadas em novas rotas, como os voos diretos entre Fortaleza e Brasília para Orlando. Outros 30 737 Max 10 foram adquiridos. Por aqui, porém, a ANAC ainda não emitiu qualquer notificação sobre o uso da aeronave.

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