AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

África do Sul abandona de vez o projeto A400M

A Airbus investiu no marketing do A400M. Mas os resultados não têm sido positivos

Em 2005 a África do Sul assinou um contrato de 837 milhões de Euros para a aquisição de oito aviões A400M. Os atrasos e os aumentos de custos fizeram o negócio ser desfeito em 2009. Agora, dez anos depois, as empresas locais Denel e Aerosud decidiram também abandonar o projeto.

A decisão das empresas sul-africanas reforça a trajetória de desconfianças frente ao projeto da Airbus. Alemanha, França, Espanha, Reino Unido, Turquia, Bélgica e Luxemburgo adquiriram 170 aeronaves, das quais cerca de 80 foram produzidas e entregues, muitas vezes com atrasos. Fora da Europa, porém, as vendas se limitaram até agora a quatro unidades para a Malásia.

Os planos da Airbus era começar as entregas em 2009 e, já em 2010, produzir cerca de 30 unidades por ano. O primeiro voo só ocorreu em dezembro de 2009 e a primeira entrega, para a Força Aérea da França, ocorreu apenas em 2013. Dois anos depois, um exemplar ainda em fase de testes com a Airbus caiu, deixando quatro funcionários da empresa mortos e atrasando o desenvolvimento operacional.

A França reduziu sua encomenda de 70 para 50 aeronaves e a Alemanha tentou revender 13 unidades da sua encomenda de 53, sem sucesso. O Lockheed Martin C-130J acabou ganhando encomendas não esperadas, como para a própria força aérea da França, em um mercado que também é indiretamente disputado pelo KC-390, da Embraer.

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