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Caçadora de nazistas ganha as telas do cinema

Se você se considera feminista ou admirador de caças da Segunda Guerra Mundial (ou as duas coisas!) precisa conhecer a história de Lydia Litvyak. Felizmente, o estúdio russo Panfilov Film planeja lançar em 2021 um longa metragem sobre a aviadora soviética que até hoje detém o posto de mulher com maior número de vitórias em batalhas aéreas.

Conhecida como “Lírio Branco de Stalingrado” ou “Rosa Branca de Stalingrado”, a Tenente Lydia Vladimirovna Litvyak voou um total de 66 missões de combate. Ao todo, ela teria derrubado entre sete e 16 aeronaves nazistas, dependendo da fonte de informação. Isso é o bastante para que tenha sido a primeira mulher a abater um avião inimigo, a primeira mulher a se tornar uma “ás” da aviação e, até hoje, a mulher a ter o maior número de abates de aeronaves. Isso tudo antes de completar 22 anos de idade.

Filha de um condutor de trem, Lydia nasceu em 18 de agosto de 1921 em Moscou e já aos 15 anos, em 1936, fez seu primeiro voo em um aeroclube. Em 1941, época em que Hitler invadiu a União Soviética, ela foi inicialmente recusada como aviadora militar, mas falsificou sua cardeneta de voo, adicionando mais 100 horas de experiência, para ser aceita no 586º Regimento de Caças, uma unidade exclusivamente feminina formada por Marina Raskova.

Após o treinamento no caça Yak-1, em setembro de 1942 Lydia foi enviada para a área de Stalingrado, cidade então cercada pelas forças nazistas. Na sua terceira missão de combate, no dia 13, conseguiu suas duas primeiras vitórias aéreas: um bombardeiro Ju-88 e um caça Messerschmitt Bf 109, este último pilotado pelo Sargento alemão Erwin Maier, naquela época um ás, com onze vitórias aéreas confirmadas.

A propaganda soviética da época contava que, após saltar de paraquedas e ser capturado, o piloto alemão quis conhecer seu algoz. Ao ser apresentado a Lydia, naquela época uma jovem de apena 21 anos, ele não acreditou no que via.

A propaganda sobre “O lírio branco de Stalingrado” foi forte por causa da sua capacidade de combate, por ser um exemplo para as mulheres soviéticas, pela sua beleza e por ter tido uma carreira breve. Menos de um ano depois do primeiro voo de sucesso, Lydia Litvyak já estaria morta.

Uma placa memorial no tumulo de Lydia

Após meses de vitórias contra caças Bf 109 e um Fw190, além de um balão de observação e bombardeiros Ju-88 e Ju-87, ela encontraria a morte em combate. Em 1º de agosto de 1943, 17 dias antes de chegar aos 22 anos, enquanto castigava bombardeiros alemães próximo a cidade de Orel, ela não observou a aproximação de dois caças Bf 109.

O que aconteceu nunca foi exatamente esclarecido. Nenhum piloto aliado viu uma explosão ou um paraquedas. Temeu-se que ela havia virado prisioneira de guerra, mas isso não se confirmou. Só em 1979, na cidade de Donestk, no leste da Ucrânia, foram encontrados os restos mortais de uma aviadora.

De acordo com moradores locais, Lydia fez um pouso de emergência (teria sido o terceiro da curta carreira!) e chegou até a sair da cabine, mas faleceu logo em seguida. Preocupados com uma possível violação, os civis enterraram o corpo sem nenhuma identificação clara.

Em 6 de maio de 1990, o presidente Milhail Gorbachev concedeu postumamente a Lydia Litvyak o título de heróina da União Soviética.

Assista ao primeiro trailer:

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