AVIAÇÃO COMERCIAL & PRIVADA

Controladores voam em cabines durante treinamento

Foto: DECEA

Saber como o outro trabalha, conhecer a sua realidade e, a partir daí, aprimorar o diálogo e a parceria. É essa a proposta do projeto do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) ao solicitar às companhias aéreas que levem, a bordo da cabine, um controlador de tráfego aéreo.

“Da cabine, pude observar a execução dos procedimentos de navegação aérea na perspectiva da performance da aeronave – ajustes de velocidade, sequenciamento, separações de voo. É uma experiência que nem todos os controladores terão a oportunidade de ter, mas que é muito eficiente para o aprimoramento da coordenação piloto-controlador”, afirma o Sargento William Luiz Cerqueira da Rosa, controlador de tráfego aéreo do Destacamento de Controle de Tráfego Aéreo do Galeão (DTCEA-GL). Ele fez um voo a bordo de um Boeing 737 da companhia Gol na rota Rio-São Paulo.

“É muito importante para cada um conhecer melhor o lado do outro. Para nós é uma oportunidade de demonstrar ao controlador nossa situação na hora de reduzir, na hora de descer, na hora de acelerar o avião, demonstrar em voo os impactos e as relações com a performance da aeronave”, disse o Comandante Augusto da Fonseca Viana, que recebeu o controlador a bordo da cabine.

O Acordo de Cooperação Operacional está previsto na Circular Normativa de Controle do Espaço Aéreo – CIRCEA 100-80. Cada voo é realizado com um controlador no interior da cabine de uma aeronave comercial. As rotas e as etapas de voo são previamente estabelecidas em função do setor de atuação do controlador e, preferencialmente, nos horários de maior movimento.

Após o retorno, cada controlador entrega um relatório de verificação final. Nele são relatadas informações referentes aos procedimentos executados por controladores e pilotos nas fases de acionamento dos motores, autorização de tráfego, táxi, decolagem, voo em rota, descida e pouso. O documento dá espaço ao relato de informações observadas referentes às comunicações com os órgãos de controle (foram estabelecidas e mantidas normalmente?), às instruções/autorizações dos controladores (foram emitidas de maneira clara e correta?), aos procedimentos e publicações aeronáuticas utilizados, à qualidade da fraseologia empregada, entre outras observações.

“Essa iniciativa aproxima os controladores de nossos clientes diretos, gera sinergia e entendimento mútuo do sistema, proporcionando melhoria na prestação do serviço e na segurança das operações nas duas principais terminais do país”, afirma o chefe da Divisão de Operações do Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV-SP), Tenente-Coronel Chrystian Alex Scherk Ciccacio.

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