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Evento em São Paulo discute o risco dos drones para a aviação

As áreas que atualmente estão sendo beneficiadas com o uso dos drones são inúmeras. Desde a vigilância patrimonial, passando por filmagens e fotografia, ao georreferenciamento e mais recentemente, o anúncio de gigantes como Airbus que passarão a utilizar drones para a inspeção de aeronaves. Entretanto, como tudo na vida, existem os que utilizam mal essa tecnologia disponível e podem tornar o drone de um facilitador a um fator complicador impactando em diversas áreas. Um dos riscos trazidos pelo uso dos drones é para a segurança de voo, inclusive com casos de colisões entre drones e aeronaves. Foi o caso ocorrido em novembro de 2017 no Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires, Argentina, onde, após algumas ocorrências de fechamento do aeroporto, houve a ocorrência de uma colisão entre um drone e um jato de passageiros das Aerolíneas Argentinas. Apesar de ser atingida no nariz, abaixo da janela do piloto, o Boeing 737-800, que havia partido da cidade de Trelew, no sul do país, pousou em segurança restando apenas os danos materiais à aeronave, contudo, poderia ser diferente se a aeronave fosse atingida em um dos motores, por exemplo. E caso semelhante ao argentino ocorreu também em 2017 no Canadá, onde uma aeronave da empresa charter Skyjet foi atingida por um trone na aproximação do Jean Lesage International Airport na cidade de Quebec. A aeronave também conseguiu pousar em segurança

Marcas na fuselagem do 737-800 da Aerolíneas Argentinas causada pelo impacto do drone

Apenas para se ter ideia do que poderia causar tal impacto no motor da aeronave em momentos críticos como decolagem e aproximação para pouso, podemos lembrar do voo US Airways 1549 em 2009 quando o Airbus A320, logo após decolar de LaGuardia em Nova Iorque, realizou um pouso forçado no Rio Hudson após uma perda de potência dos motores devido à colisão com um grupo de gansos canadenses. Todos os 155 passageiros foram resgatados sem ferimentos após o pouso de emergência, graças à perícia do capitão Chesley “Sully” Sullenberger que pilotava a aeronave.

Já no Brasil o Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulistana, ficou fechado por mais de duas horas em novembro do ano passado quando um drone sobrevoou a cabeceira 35 da pista na região do Jabaquara. Causando enormes prejuízos financeiros, aproximadamente 35 voos que deveriam pousar lá foram desviados para o aeroporto de Guarulhos (GRU) e Campinas. Outros 9 voos foram cancelados na origem antes da decolagem.

Algumas estatísticas registram que, apenas nos Estados Unidos, entre agosto de 2015 e janeiro de 2016 foram registrados 519 incidentes envolvendo aeronaves de passageiros e drones.

Apesar da regulamentação que proíbe o sobrevoo de áreas como aeroportos, penitenciárias e usinas de energia e o próprio sistema de comando dos drones impedirem tais voos de acontecer, sempre existem formas de burlar as regras e tais voos irresponsáveis podem causar perdas financeiras e humanas irreparáveis.

Para tratar desses problemas e propor soluções na área, acontecerá no próximo dia 10 de maio o 4° Fórum ASAS – Controle do Tráfego Aéreo: Desafios e Futuro, que abordará o tema das aeronaves remotamente pilotadas, havendo uma apresentação sobre a questão feita pelo Tenente-Coronel Jorge Humberto VARGAS Rainho, Chefe da Seção de Planejamento de Operações Militares do Subdepartamento de Operações do DECEA.

As inscrições são gratuitas e limitadas através do site www.eventoasas.com.br

Sobre o autor

Rafael Rinaldi

Jornalista, Técnico em Manutenção de Aeronaves e administrador de empresas. Apaixonado por aviação, fotografia e História.

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