AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

FAB – trabalho de buscas da aeronave desaparecida no MT

Helicóptero H-1H

Após a notícia do desaparecimento da aeronave PU-MMT, modelo Paradise P1, no sábado (09/12) ao norte do Mato Grosso, a FAB mobilizou os meios para iniciar as buscas.

O novíssimo SC-105 Amazonas e o veterano H-1H operados pelo 2º/10º GAV Esquadrão Pelicano, além de 35 militares da FAB, iniciaram as operações na manhã do domingo.

Vestígios da aeronave foram avistados em uma região de mata muito fechada, 24 km a leste da cidade de Juruena (MT).

Por volta das 16 horas o SC-105 lançou paraquedistas da FAB especializados em resgate para checar a situação do local e o helicóptero H-1H decolou para realizar o resgate das vítimas. Devido às condições meteorológicas no local, a mata bastante fechada e o pôr do sol, os paraquedistas formam impedidos de chegar ao local exato da queda.

Infelizmente, todos os três ocupantes – um homem, uma mulher e uma criança – foram encontrados sem vida.

Na tarde de ontem (13/12), por volta de 13h45 (horário de Brasília), o helicóptero H-1H decolou rumo ao local do acidente, a 25km de Juruena (MT) com objetivo de pousar em uma clareira aberta na mata para o resgate das vítimas.

O observador que encontrou os vestígios da aeronave, Sargento Nildener Valmiraldo Santos, relata que as dificuldades da busca na região de floresta amazônica envolvem, além da mata fechada e a grande altura das árvores, o aru, que é a um tipo de névoa baixa formada pela umidade da floresta e que ocorre normalmente no período da manhã. Outro fator prejudicial é a elevação do solo com poucas referências para a observação.

“Nós, observadores, ficamos atentos a qualquer coisa diferente que ocorre no terreno, e de imediato comandamos a curva na aeronave para verificar o possível objeto de busca. A emoção e vontade de encontrar é nítida nos olhares de toda tripulação dia após dia de busca. Quando comandado a curva, até os observadores que estão no descanso voltam-se para as janelas, tentando ajudar de alguma forma”, explica o Sargento Nildener.

Segundo o Tenente Fernando de Souza Cruz Junior, um dos pilotos de SC-105 que participou da missão, foi empenhado um esforço exclusivo na esperança de encontrar pessoas com vida. “Quando entendemos que as condições não eram favoráveis, a missão passa a ser o conforto da família neste momento difícil”, afirma. O Sargento Nildener concorda: “a importância fundamental da missão é salvar vidas e encontrar algum sobrevivente e quando não é possível, pelo menos devolver os entes queridos à família, para que possam fazer as devidas homenagens”, disse.

Sobre o autor

Rafael Rinaldi

Jornalista, Técnico em Manutenção de Aeronaves e administrador de empresas. Apaixonado por aviação, fotografia e História.

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