AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Força Aérea Uruguaia: pequena, mas bem treinada

Com 3 aviões de ataque A-37B na Cruzex, o Uruguai participa com praticamente toda a sua frota de combate Foto: Ricardo Padovesse

A Força Aérea do Uruguai não impressiona na sua descrição básica: a lista de material aeronáutico contempla 5 turboélices PC-7 armados e uma dúzia de jatos A-37B Dragonfly, utilizados desde a década de 70. Porém, em termos de treinamento, o nível é elevado. No último dia 23, um piloto uruguaio foi responsável pela coordenação de 63 aeronaves durante o exercício Cruzex, realizado no Brasil.

A missão foi um sucesso. Os A-37B uruguaios se juntaram aos A-1 e A-29 do Brasil para atacar alvos simulados em solo, sendo protegidos por caças F-16 do Chile e dos Estados Unidos. Aviões KC-130 e KC-135 realizaram reabastecimentos em voo. Já os F-5 modernizados da FAB cumpriram o papel de inimigos, sem terem sucesso, segundo a Força Aérea do Uruguai. Por outro lado, os A-37 conseguiram atingir 100% dos seus alvos.

O Uruguai, assim, foi o segundo país na Cruzex 2018 a ter um militar responsável por coordenar um Composite Air Operation (COMAO), o “mission commander”. Após receber um documento chamado Ordem de Tarefa Aérea, onde constam todas as ações a serem executadas por cada player do COMAO, o Mission Commander tem apenas 24h para fazer a coordenação e realizar a primeira decolagem.

No COMAO, dezenas de aeronaves decolam em um curto espaço. Para se ter uma ideia, no primeiro COMAO da CRUZEX 2018, entre 9h50 e 10h34 decolaram todos os caças – um a cada três minutos. O espaço aéreo onde o treinamento acontece também é limitado, aumentando a complexidade. Em voo, o mission commander precisa coordenar qualquer modificação necessária.

Nesse cenário, acontece a simulação de um país que realiza ações ofensivas e outro país que está se defendendo. O grupo da defesa tem sido composto, na CRUZEX, por um número entre quatro e oito caças e um reabastecedor. Tão importante quanto o combate em si, é a coordenação entre as dezenas de aeronaves, com perfis distintos e doutrinas específicas.

Ter a capacidade de trabalhar “em pacote” e em assumir esse nível de complexidade marca as capacidades da Força Aérea do Uruguai. Porém, essa não é a primeira vez. Em 2005, os A-37B participaram do exercício Ceibo, realizado na Argentina, ao lados dos A-1 brasileiros, Mirage 50 Chilenos e Mirage III, Mirage 5 e A-4AR da Argentina. De lá para cá eles participaram da Cruzex (2006, 2008, 2010, 2013 e 2018) e Salitre (2009 e 2014).

Com orçamento restrito, a Força Aérea do Uruguai tem buscado renovar a sua aviação de caça. Hoje, fontes militares apontam que menos da metade da frota de 12 A-37 está em condições de voo. Nos últimos anos, tem sido divulgadas notícias sobre possível compra de caças M-346, L-15, L-39NG, Yak-130 e até os F-5E Tiger III ainda em uso pelo Chile.

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