AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

KC-390 deverá alcançar Capacidade Final de Operação no fim de 2019

O Brasil comprovar as capacidades do KC-390 é um dos pontos mais importantes para as exportações acontecerem Foto: Força Aérea Brasileira

A Embraer e a Força Aérea Brasileira esperam alcançar a Capacidade Final de Operação (Final Operational Capability – FOC) do KC-390 no último trimestre de 2019. A entrega da primeira das 28 aeronaves para a FAB deve ocorrer no início do próximo ano.

Em outubro, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) concedeu o certificado de Tipo da aeronave KC-390, o que permite que o avião possa ser comercializado e operado em todo o território brasileiro. A certificação é emitida quando o projeto de aeronave demonstra ter cumprido todos os requisitos operacionais e de segurança e de proteção ambiental obrigatórios para a operação. Isso evidência que o nível de segurança da aeronave é compatível com padrões internacionais, e permite que o modelo certificado seja comercializado no Brasil e inserido no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB). Também é um passo relevante para que o KC-390 possa ser certificado pelas autoridades aéreas de outros países.

Agora, o objetivo é comprovar as capacidades militares.

Um dos maiores esforços para isso ocorreu entre 29 de outubro e 3 de novembro, em Brasília. Um total de 600 soldados do Exército Brasileiro participaram das simulações de evacuações de emergência. Cada ensaio foi cronometrado e gravado para análise e posterior certificação da aeronave nesse quesito. O grande número de envolvidos se explica porque nenhum dos militares pôde repetir um teste, já que o objetivo era comprovar que o avião oferece a segurança necessária, por exemplo, em casos em que a tropa tenha que realizar evacuação de emergência ou em transporte com ações de infiltração e exfiltração – quando os militares precisam embarcar ou desembarcar rapidamente sem que a aeronave seja desligada.

Durante os ensaios também foram simuladas situações de pouso na água – quando a evacuação foi realizada por meio de uma estrutura metálica montada na parte externa do avião – e em período noturno, sem nenhuma luminosidade. Para isso, o KC-390 ficou dentro do hangar totalmente fechado e com luzes apagadas. Nem mesmo a iluminação de equipamentos de fotografia e filmagem poderiam ser utilizadas e, por isso, a Embraer usou câmeras com capacidade para gravar no escuro. Soldados da Força Aérea realizaram um treinamento diurno antes do ensaio à noite, para que a capacidade das estruturas fossem checadas e a segurança dos demais militares fosse garantida.

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