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KC-390 já ampliou mercado aeroespacial no Brasil

O PT6, utilizado em aeronaves como Tucano, Bandeirante, Super King Air, Caravan e Carajá, faz parte da capacitação oferecida

O KC-390 ainda não está em serviço com a Força Aérea Brasileira, mas o País já tem benefícios com o desenvolvimento da aeronave. A International Aero Engines (IAE), empresa fabricante dos motores da aeronave, conduz no Brasil um projeto para capacitar empresas daqui para realizar serviços de revisão geral (overhaul) e inspeções do tipo HSI (Hot Section Inspection) dos motores produzidos pela Pratt & Whitney Canadá.

A frota de aeronaves civis e militares na América do Sul utiliza 7.200 motores da Pratt & Whitney Canadá, sendo 3.400 somente no Brasil. A iniciativa vai criar no Brasil a mais extensiva rede de amparo e de revisão geral na América do Sul. Estão em fase de capacitação empresas de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Goiás e Amazonas.

O projeto é um dos quatro acordos de compensação celebrados no âmbito do desenvolvimento do KC-390. Desde 2002, quando o Ministério da Defesa aprovou a “Política e as Diretrizes de Compensação Comercial, Industrial e Tecnológica”, fornecedores estrangeiros que vendem para as Forças Armadas brasileiras precisam realizar as chamadas práticas compensatórias, chamadas de “acordos de offset”.

“O offset se resume pela ideia de reciprocidade, ou seja, se o Brasil faz um grande investimento no exterior, precisa se beneficiar de alguma maneira. Então, o que e tenta fazer é aumentar a autonomia tecnológica das empresas da Base Industrial de Defesa (BID). Não há uma contrapartida financeira direta, mas os projetos são valorados para garantirmos que atinjam 100% da compensação acordada”, explica o Tenente-Coronel Rodrigo Antônio Silveira dos Santos, da Força Aérea Brasileira.

Hoje há cerca de 170 projetos conduzidos somente pelo Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), unidade da FAB vinculada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial. Cerca de 80% dos projetos envolvem transferência de tecnologia, concretizada por meio de treinamentos, cessão de documentação técnica, licenças, suporte técnico e transferência de hardware e software. Outra possibilidade é a contratação de mão de obra brasileira.

No caso do Gripen, são 63 contratos de offset, beneficiando empresas e instituições públicas brasileiras. Juntos, os projetos KC-390 e Gripen beneficiam 20 organizações públicas e privadas brasileiras.

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