AVIAÇÃO COMERCIAL & PRIVADA

Lufthansa Cargo realiza alterações em sua frota e rotas

McDonnel Douglas MD-11F da Lufthansa Cargo, registro D-ALCC e serial 48783 (linha 627). Aterrisando no Aeroporto Internacional de Vira Copos (VCP/SBKP). Vindo de Curitiba (CWB/SBCT) pelo vôo LH8269/GEC8269. Avião em operação desde 1999 sempre pela Lufthansa Cargo. Foto: Ariadne Barroso

A Lufthansa Cargo colocou em prática no final de março algumas das alterações nas rotas sul-americanas. Tais alterações fazem parte do novo plano de voo de verão da empresa.

Dentro dessas alterações está a utilização apenas do Boeing 777F para realizar voos direto à Cidade do México (MEX), nas rotações de Frankfurt para Buenos Aires (EZE) através de Viracopos (VCP) e Montevideo (MVD), no voo de Frankfurt para Viracopos passando por Curitiba (CWB), assim como também no voo direto de Frankfurt para Viracopos com uma parada em Dakar (DSS) no retorno. Segundo a companhia, estas mudanças facilitarão novos voos diretos entre a Europa e a América do Sul e espera-se uma redução em muitas horas na viagem entre os dois continentes.

Segundo Andreas Pauker, chefe de comunicações da Lufthansa, outra alteração importante também envolve o voo para o Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU). A cada domingo, a Lufthansa Cargo enviava um MD-11F para este aeroporto, que em seguida rumava para Viracopos. Os novos planos retiram a vinda de um cargueiro para Guarulhos a cada domingo e passam a aproveitar os voos diários realizados pela Lufthansa entre Frankfurt e São Paulo, que são feitos com o Boeing 747-8i de passageiros.

Todas estas alterações no plano de voo estão relacionadas com o programa de modernização da frota da companhia aérea. A Lufthansa Cargo irá substituir aos poucos todos os seus MD-11F por Boeing 777F, que são aviões mais modernos, mais eficientes e cada vez mais adotados na aviação cargo mundo afora.

Atualmente, a frota da companhia conta com 12 MD-11F e cinco Boeing 777F. Os dois primeiros “triple seven” chegaram em 2013 e neste ano a companhia recebeu, em março, o seu sexto e sétimo avião deste modelo. Com a chegada destes novos aviões, dois MD-11F serão aposentados até o final deste ano. Com isto, a Lufthansa Cargo passará a operar com sete Boeing 777F e dez MD-11F no total.

Um dos motivos que levaram a companhia alemã a optar pelo Boeing 777F é que este é um dos mais silenciosos e eficientes aviões cargueiros da classe. O avião da Boeing conta com dois motores GE90-110 e com um avançado design em suas asas, o que permite que o avião alcance grandes velocidades de cruzeiro e altitudes utilizando cada vez menos combustível. Outra vantagem é que o modelo pode operar longas rotas sem a necessidade de fazer escalas.

Espera-se que o plano de modernização seja concluído até 2025 no máximo.

McDonnel Douglas MD-11F da Lufthansa Cargo, registro D-ALCC e serial 48783 (linha 627). Em aproximação final para pouso no Aeroporto Internacional de Vira Copos (VCP/SBKP). Vindo de Curitiba (CWB/SBCT) pelo vôo LH8269/GEC8269. Avião em operação desde 1999 sempre pela Lufthansa Cargo. Foto: Ariadne Barroso

Breve histórico do MD-11F

O McDonnel Douglas MD-11F possui uma trajetória de erros e de demora para corrigí-los.

Projetado para o substituto do DC-10, o tri jato enfrentou forte concorrência do Airbus A340 e do Boeing 777, todos lançados no começo da década de 1990.

Mas não foi apenas a concorrência com o quadrimotor da Airbus e com o bimotor da Boeing que prejudicou o desempenho de vendas do MD-11. Apesar de ser mais rápido em algumas rotas de longa distância, haviam muitas falhas de desenvolvimento, sendo dois deles o forte arrasto sofrido em voo e o consumo acima do esperado do combustível dos motores. A McDonnell levou cerca de quatro anos para solucionar os problemas.

E foi apenas em 1996 que a empresa conseguiu uma sólida encomenda, que veio justamente da Lufthansa Cargo. A companhia alemã chegou a contar com 19 MD-11F em sua frota.

Naquela época, o tri jato era uma das opções mais eficientes encontrada não apenas pela Lufthansa Cargo, mas por outras companhias que também investiram no modelo para transporte de cargas, como a norte americana FedEx. Ao longo do tempo, alguns aviões da versão de passageiros foram transformados na versão cargo, sendo operados pelas divisões de carga da Alitalia, Korean Air Lines e até mesmo pela Varig LOG.

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