AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Novo míssil para o Gripen está pronto

Concepção artística de um A-Darter lançado de um Gripen

Brasil e África do Sul já podem equipar seus aviões de caça com um míssil ar-ar de quinta geração. Na última semana de setembro foi realizada em Brasília a cerimônia de conclusão do desenvolvimento do projeto do A-Darter.

Com 2,98 metros de comprimento e 90 kg de peso, o A-Darter se destaca pela ausência das pequenas asas usadas para as manobras. No lugar delas, o modelo tem capacidade de direcionar o empuxo do seu motor-foguete.

Guiado por calor, o A-Darter também consegue “enxergar” em mais de uma frequência de infravermelho e desse modo evitar ser enganado por “flares”, iscas incandescentes lançadas para confundir os mísseis. O alcance máximo é de 12 quilômetros.

O míssil possui as capacidades de identificar, de forma autônoma, um alvo após o lançamento (LOAL, do inglês Lock On After Launch); de contra-contramedidas eletrônicas (capaz de identificar e negar flares); e de identificação de alvo e lançamento com sucesso até uma posição relativa de 90 graus.

Durante a fase de testes o a demonstrou sua capacidade. Em uma ocasião, após um cruzamento frente a frente, o alvo manobrou para cima do caçador no instante em que foi efetuado o lançamento, praticamente a uma posição relativa de 90 graus entre os dois. O A-Darter curvou para cima do alvo, de maneira autônoma, para um ponto futuro, até readquirir o lock com o objetivo. Para realizar tal manobra, o míssil foi submetido a mais de 50 vezes a força da gravidade, provocando uma mudança na sua direção em aproximadamente 180 graus em relação à proa original. Nos demais lançamentos foram colocadas situações em que o alvo, além de manobrar, lançava flares e os resultados também se apresentaram conforme esperados.

A Força Aérea da África do Sul deve utilizar o A-Darter nos seus caças F-39 Gripen, já utilizados nos testes reais realizados com o armamento. Já a FAB pretende utilizá-los nos seus F-39E/F Gripen, versão mais moderna do caça. Não há confirmação de que o A-Darter deva ser visto nas asas dos F-5 ou A-1.

O A-Darter deverá ser empregado para combates aéreos a curta distância. Para engajamentos além do alcance visual (BVR), a expectativa é que os F-39E/F utilizem o míssil Meteor, apontado por analistas como a arma ar-ar mais letal da atualidade.

Desenvolvimento

Da parte brasileira, o projeto A-Darter teve início, oficialmente, em 16 de outubro de 2006, por meio da assinatura do contrato firmado entre a Força Aérea Brasileira e a Armaments Corporation of South Africa, tendo como executora a empresa Denel Dynamics. Ali o Brasil se tornou oficialmente um parceiro no desenvolvimento da arma.

“Esta parceria com a África do Sul no Projeto A-Darter alcançou todos os objetivos. O míssil será um item importante incorporado ao Gripen brasileiro e permitirá a absorção de tecnologia desse artefato pelo Brasil”, disse o Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar.

Ele recebeu o Certificado de Tipo e o Data Package da Armaments Corporation of South Africa. O Certificado é o reconhecimento oficial de que o sistema atende aos requisitos técnicos, operacionais, logísticos, industriais e de segurança emitidos tanto pela Força Aérea Brasileira quanto pela Força Aérea Sul-Africana, e simboliza o encerramento do ciclo de desenvolvimento do projeto.

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