MODELISMO

O Plastimodelismo, para Mim

Meus amigos, me perdoem esta historinha um pouco longa, mas vou tentar explicar o que é o modelismo para mim…

Como os amigos sabem, modelismo é a arte de representar em escala algum objeto, animal, pessoa, paisagem, construção, etc. Os modelos podem ser feitos de vários materiais, em várias escalas, dependendo do assunto, do espaço para se guardar, pesquisa, etc.

Com a tecnologia e a introdução dos plásticos, moldes, máquinas injetoras, difundiu-se o plastimodelismo ou seja, modelos de plástico cujas peças já vem prontas numa caixa que contem ainda as instruções de montagem, pintura, as decalcomanias e, antigamente, até as tintas…

Normalmente, o modelo é montado como vem na embalagem sem alterações.
Mas, se o modelista quiser dar um “upgrade” ou seja alterar, modificar, fazer outra versão, teremos uma conversão, e isto já é um plastimodelismo mais avançado. Estas modificações vão depender da habilidade do modelista, e da sua disponibilidade de kits para a conversão, peças de “photo-etched”, resina, etc.

Antigamente, quando não existiam estas facilidades, o modelista tinha de inventar, improvisar, conhecer, ter boas habilidades manuais, fontes de consulta, etc, para se fazer um modelo, qualquer tema que fosse. Esta variedade do modelismo é a que hoje chamamos de “scratch-built” ou “construido a partir do zero”!

Eu me tornei modelista ainda na “Idade da Pedra” do modelismo, há 65 anos, mais ou menos, quando não existia o plastimodelismo. Quando comecei a fazer meus modelos, não cheguei a ver o Dilúvio, mas ainda pisei no barro!, e o Mar Morto nem tinha ficado doente!!!!
Porisso, eu considero o modelo scratch o modelismo puro e, sempre que posso, volto às origens!

O modelo pode não ficar à altura de um Tamiya, Monogram, Heller, Hasegawa, etc, mas, você olha e pensa que fez aquele modelo usando o caixote de madeira achado na feira, um resto de plástico jogado no lixo, um pedaço de arame, uma transparência da embalagem do brinquedo – não tem preço!

Existem temas que, devido a sua existência apenas regional, ou fabricado em quantidade mínimas, desconhecido, sem interesse geral, jamais serão injetados em plástico. Então, a jogada é partir para o “scratch” pra fazer aquele modelo tão desejado…
Seguindo esta teoria, fiz muito modelos “scratch-built”, como por exemplo, este protótipo YC-95 do futuro Embraer Bandeirante, feito de madeira, na escala 1/72.

O que acham?

Sigam aqui, que vamos continuar essa conversa…

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Sobre o autor

José de Alvarenga

Comentários

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  • Mestre Alvarenga, é como todos que o conhecem o chamam. O conheci, aqui no nordeste, por ocasião de um evento que ocorreu em Recife e ficamos amigos pois tinhamos quase a mesma idade e gostavamos do mesmo hobby. Comigo ocorreu quase o mesmo, nos idos anos 60 comecei a conhecer os plastimodelismo e me encantei. Mas na época era muito dificel obter os kits. Aí apareceu a Revell e a coisa começou a melhorar. O meu primeiro kit foi um modelo americano de um avião experimental, o X-5, asas de geometria variavel, pintado inteiramente de branco. Depois descubrie que poderia fazer meu proprios modelos a partir do zero e produzi vários modelos, sendo o primeiro o Mirage e vários outros. Não posso continuar pois levaria varias horas neste comentário. Quanto ao Embraer 110 parabéns ao Zé. um abraço.

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