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Robô localiza porta-aviões afundado

Para decolar do USS Hornet, os B-25 tiveram que reduzir ao máximo o seu peso
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Os EUA ainda se recuperavam do choque causado pelo ataque japonês a Pearl Harbour quando, pouco mais de cinco meses depois, uma missão audaz mostrou ao mundo que os norte-americanos iriam fazer a diferença na Segunda Guerra Mundial. No dia 18 de abril de 1942, 16 bombardeiros B-25B Mitchell decolaram do porta-aviões USS Hornet para um ataque contra o Japão, com efeitos mais psicológicos que práticos. Puro heroísmo. Mas naquele mesmo ano, em 27 de outubro, o próprio navio afundaria sob intenso fogo inimigo.

Bombardeiro B-25 decola do USS Hornet para uma das mais notáveis missões da Segunda Guerra Mundial

Agora, mais de 76 anos depois, um robô submarino operado a partir do navio R/V Petrel localizou os destroços do USS Hornet a 5.330 metros de profundidade. A expedição foi financiada pela fundação do milionário Paul Allen, co-fundador da Microsoft, dono de times de basquete e de football e entusiasta de arqueologia militar. Sua equipe já havia localizado o HMS Hood, da Marinha Britânica; o Musashi, da Marinha Imperial Japonesa; e os USS Juneau e USS Indianapolis, ambos da US Navy. Todos são navios afundados na Segunda Guerra Mundial.

Destroços do USS Hornet localizados no fundo do Pacífico

O USS Hornet, porém, é de longe o mais significativo. Era um navio novo: havia entrado em serviço em 20 de outubro de 1941. Foi, portanto, uma carreira de apenas um ano e seis dias, porém bastante intensa.

Após alguns meses levando aeronaves para o cenário do Pacífico, fez a já citada missão com os B-25, chamada até hoje de “Raid Doolittle”, em abril de 42. Em junho, entre os dias 4 e 7, fez parte da Batalha de Midway, considerada por muitos como a maior estratégica vitória da Marinha dos Estados Unidos contra a Marinha Imperial Japonesa.

Aviões SDB-3 Dauntless operados no Hornet atacam alvos japoneses na Batalha de Midway

Em uma batalha que envolvia 3 porta-aviões, 23 navios, 16 submarinos e 360 aeronaves dos Estados Unidos contra 4 porta-aviões, 23 navios e 276 aeronaves japonesas, os americanos venceram após destruírem 248 aviões inimigos e afundarem seis embarcações, incluindo os quatro porta-aviões hostis. Mais de 3 mil japoneses morreram naqueles dias. Em troca, dois navios da US Navy foram afundados, incluindo o porta-aviões Yorktown.

Em julho, o Hornet não participou da batalha da de Guadalcanal, mas ficou em Pearl Harbour como força reserva. Novo combate viria mesmo entre agosto e outubro, na campanha das Ilhas Salomão.

No dia 26 de outubro, suas aeronaves estavam atacando o porta-aviões japonês Shōkaku e três cruzadores inimigos quando, em um intervalo de 15 minutos, o USS Hornet foi severamente atingido por um ataque coordenado de bombas e torpedos lançados por aviões. Três bombardeiros Aichi D3A Val acertaram três bombas. Um deles, atingido pela artilharia antiaérea, acabou caindo na ponte de comando do porta-aviões, espalhando combustível de avião e provocando um incêndio. Enquanto isso, bombardeiros Nakajima B5N Kate acertaram dois torpedos, que praticamente destruíram os motores e sistemas elétricos. Mais um D3A ainda se chocaria contra o porta-aviões.

USS Hornet sob intenso fogo inimigo

O USS Hornet estava fora de combate. O Almirante George Murray ordenou que ele fosse levado a um porto para reparos. O cruzador Northampton conseguiu fazer o reboque a uma velocidade de apenas 9 km/h, enquanto a tripulação do porta-aviões já adiantava os reparos, contendo incêndios e alagamentos. Mas então nove bombardeiros D3A apareceram. Só um conseguiu acertar seu disparo de torpedo, mas foi o bastante para fazer o USS Hornet adernar 14°.

Atacado durante todo o dia, o USS Hornet foi abandonado no fim da tarde e acabou afundando na madrugada

A operação de rebocar o porta-aviões ficaria ainda mais difícil, e a chegada de navios japoneses na área selou a decisão de abandonar o navio. Os destróiers japoneses Makigumo e Akigumo acabaram com o porta-aviões com quatro torpedos. Às 1h35 do dia 27 de outubro de 1942, o USS Hornet afundou. Sua tripulação, contudo, tinha a certeza de ter entrado para a história.

O Hornet tinha uma tripulação de 2.200 homens. Um total de 140 morreram no dia do ataque final

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