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Troca de comando na Boeing evidencia crise

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Caiu o 01 da Boeing. Dennis Muilenburg deixou o cargo Chief Executive Officer após ter sido efetivamente derrubado pelo conselho de administração da empresa. E o presidente do conselho, David L. Calhoun, será o novo CEO a partir do dia 13 de janeiro. Até lá, a Boeing está nas mãos do diretor financeiro, Greg Smith, quer terá muitos prejuízos para computar.

“O Conselho de Administração decidiu que era necessária uma mudança de liderança para restabelecer a confiança na empresa em avançar, pois trabalha para reparar o relacionamento com reguladores, clientes e todas as demais pessoas interessadas”, disse a empresa em comunicado.

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Depois de dois acidentes com o modelo 737 Max matarem 346 pessoas, a proibição dos voos daquela que deveria ser a aeronave mais vendável da companhia tornou o setor comercial uma verdadeira dor de cabeça. Até outros aviões da companhia estão com maior dificuldade para vender.

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Ao prejuízo bilionário se soma a falta de confiança: há denúncias de que o processo de homologação do 737 Max foi realizado sem o nível de exigência estimado. Depois, vazou a informação de que a após o primeiro acidente com o 737 Max tanto a Boeing quanto as autoridades norte-americanas sabiam que iria ocorrer mais uma vez.

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A decisão de afastar o CEO ocorre apenas uma semana após o anúncio da suspensão temporária da produção do 737 Max. Também houve problemas com a cápsula espacial que deveria ter se acoplado à Estação Espacial Internacional. Os aviões reabastecedores KC-46 Pégasus da USAF têm apresentado problemas e, por fim, o F-18 Super Hornet não alcançou até agora sucesso em nenhuma tentativa de exportação, além da Austrália.

O F-18 Super Hornet é utilizado pela US Navy e pela Royal Australian Air Force

Ainda não se sabe se os problemas atualmente enfrentados pela Boeing podem afetar a parceria com a Embraer, planejada para ser concretizada no início de 2020. Há o temor de demissões em fábricas brasileiras que passarão para o controle da companhia norte-americana.

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A Boeing também decidiu trocar a chefia da comunicação. Niel Golightly assumiu a vaga de vice-presidente de comunicação no lugar de Anne Toulose. Durante todo o ano, a empresa repetiu a mesma ideia de confiança total no 737 Max e ainda divulgada a possibilidade de os voos voltarem ainda em 2019. Agora, o mundo todo sabe que não era uma falha simples.

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