Sem se ater a detalhes nem citar nem o operador nem os rivais, a Administração Estatal de Ciência, Tecnologia e Indústria para a Defesa Nacional da China emitiu um comunicado público, em 12 de janeiro, em que informou que o caça J-10CE obteve suas primeiras vitórias em combate ar-ar, feitas por um cliente de exportação. A divulgação confirma as falas de fontes paquistanesas de que, em 7 de maio de 2025, caças indianos foram abatidos em um rápido conflito na região de fronteira.
O governo chinês destaca o J-10 como um produto preparado para a exportação. Fabricado pela Chengdu, o caça voou pela primeira vez em 23 de março de 1998 e entrou em serviço na China em 2004 com a proposta de ser um vetor multifuncional, tendo capacidades semelhantes a vetores de grande sucesso de exportação, como o Rafale, o Typhoon, o F-16, o MiG-29 e o Gripen. Porém, até agora, só o Paquistão comprou a aeronave de origem chinesa, tendo entre 20 e 36 unidades encomendadas (dependendo da fonte). A China tem feito forte campanha para divulgação do J-10, incluindo seu uso na esquadrilha de demonstração aérea Ba Yi.

Capaz de derrubar Rafale?
Dias após o embate contra a Índia, o primeiro-ministro Shehbaz Sharif disse que a força aérea do seu país transformou em “pedacinhos” cinco jatos de combate da Índia. Fontes não identificadas do Paquistão, da Índia e dos Estados Unidos confirmam a perda de pelo menos um caça Dassault Rafale, fabricado na França e, atualmente, o vetor aéreo mais moderno do arsenal indiano. Seria o primeiro abate de um Rafale na história.
A grande questão estaria na capacidade de combate além do alcance visual (em inglês, Beyond Visual Range – BVR). O míssil de origem chinesa PL-15E teria se provado superior ao europeu Meteor, que equipa a frota de Rafale. Não seria apenas o batismo de fogo da arma produzida na China, como também uma prova de que a tecnologia disponibilizada por Pequim já supera a europeia. Além disso, a arma seria utilizada por caças J-10, fabricados na China, ou JF-17 Thunder, um projeto do Paquistão em parceria com os chineses. Mesmo os F-16 operados pelo Paquistão teriam ficado em segundo plano.

Fontes paquistaneses detalharam que teriam sido abatido três caças Rafale, um Mirage 2000, um Sukhoi Su-30 e um MiG-29, ao longo de uma feroz batalha aérea com 125 aeronaves, somando-se os dois lados, com mais de uma hora de engajamentos, essencialmente a longas distâncias. As evidências aparentemente encontradas até o momento envolvem fotos de restos do que seria o Rafale indiano com a matrícula BS-001, o primeiro a ser entregue, em 2019, além de destroços de mísseis PL-15E.
Até o momento, a Índia classificou as alegações como fake News, porém admitiu as perdas de aeronaves, informando que todos os seus pilotos estariam em casa. Isso significaria que todos teriam ejetado dentro das linhas amigas, cenário possível para um combate BVR. O governo indiano ressalta que sua força aérea teve sucesso na destruição de alvos terrestres que desejava.
Vale destacar que, além do já esperado jogo de desinformação entre os dois países, informações confirmadas sobre a batalha se tornam mais complexas por envolver vetores em ampla campanha de venda. É o caso do Rafale, do JF-17, do J-10 e dos próprios mísseis Meteor e PL-15E.
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