ESPAÇO

Centro de Lançamento de Alcântara poderá ganhar concorrentes

Foguete da Innospace na plataforma de lançamento, em Alcântara. Foto: Força Aérea Brasileira

Localizado no Maranhão, a dois graus e 22 minutos ao sul da linha do Equador, o Centro de Lançamento de Alcântara tem essa posição como seu principal trunfo, pois permite o lançamento de foguetes com economia de combustível frente a outros centros de lançamentos localizados em áreas mais distante desta linha, como o centro espacial europeu na Guiana Francesa (5 graus); o de Wenchang, na China (19 graus), o Kennedy Space Center, na Flórida (28º); e o centro de lançamento de Baikonur, no Cazaquistão (45º). Esta vantagem da base brasileira, contudo, está prestes a ter rivais no momento em que o espaço é disputado por empresas privadas e a escolha do centro de lançamento pode representar negociações de alto valor.

No norte da Austrália, o Arnhem Space Centre fica a cerca de 12º22′ da linha do Equador. Criado em 2016, já em 2022 recebeu o primeiro lançamento da NASA a partir de um espaçoporto comercial fora dos EUA, realizado com um foguete Black Brant IX. Outros dois lançamentos comerciais foram realizados. A empresa Equatorial Launch Austrália, porém, tem enfrentado polêmica junto a grupos tradicionais que vivem junto ao espaço. Hoje, a base está oficialmente fechada e é possível que haja a transferência para outro local, ainda na Austrália.

Enquanto isso, outros dois projetos avançam. A Turquia está construindo um centro de lançamento próprio localizado na Somália, país do chifre da África, sendo cruzado pela linha do Equador. Não há informações exatas da localização, mas já foi divulgado se tratar de uma área de 30 km por 30 km, o suficiente para o centro de lançamento. O desafio, neste caso, poderá ser a necessidade de criar toda a estrutura de apoio para as operações de foguetes.

Já o Equador, país que tem esse nome precisamente por conta da linha imaginária que cruza a Terra, pretende ter um porto espacial até 2030. O termo, neste caso, é porque o projeto prevê uma infraestrutura que permite não só o lançamento de foguetes, mas também o eventual pouso de espaçonaves, como ocorria com os ônibus espaciais e como fazem foguetes da empresa SpaceX. 

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Humberto Leite

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