Dificuldades de desenvolvimento no pacote de modernização Block 4 dos caças F-35 Lightning II teriam levado as forças armadas dos Estados Unidos a receberem exemplares dos jatos sem o radar AN/APG-85. A informação foi divulgada pelos sites The War Zone, e Defense Daily sem que tenha sido refutada pelo Pentágono.
Conforme o apurado pelos sites, a situação se arrasta desde junho, afetando, pelo menos, os caças F-35A destinados à United States Air Force (USAF). A diferença de peso teria sido compensada com o uso de lastro. As unidades de exportação teriam sido entregues com o radar AN/APG-81, mais antigo.
A resposta do Pentágono ao The War Zone ressalta que os caças estão sendo construídos para “acomodar” o novo radar, que trará uma série de vantagens operacionais. Porém, não foi confirmado, nem refutado, que jatos estariam entrando em serviço sem nenhum tipo de radar. O sigilo tem sido usado como explicação para os esclarecimentos inconclusivos.

Críticas do órgão de controle
Em setembro, o US Government Accountability Office (GAO), equivalente norte-americano ao Tribunal de Contas da União brasileiro, fez alertas a respeito do programa do caça F-35 Lightning II em seu último relatório ao Congresso dos Estados Unidos. O órgão mostrou preocupações com atrasos e aumento de custos.
De acordo com GAO, o atraso médio de 61 dias para entregas previstas para 2023 subiu para 238 dias em 2024. O maior fator contribuinte para este cenário foi a modernização chamada de Technology Refresh 3 (TR-3), fundamental para as novas aeronaves do Block 4. Esta iniciativa custou US$ 1,9 bilhão e atrasou três anos, inclusive tendo havido a entrega de 174 aeronaves com capacidades reduzidas provisoriamente.

Há mais problemas. De acordo com o GAO, no início de 2025, mais de quatro mil componentes chegaram a faltar na linha de montagem, forçando 52 unidades a ficarem praticamente prontas, mas inacabadas. Até a renomada Pratt & Whitney tem falhado em entregar os motores F135 no prazo, ainda que o GAO tenha elogiado o aumento da qualidade das entregas.
Os Estados Unidos planejam adquirir 2.470 unidades do caça para uso com a US Air Force, US Navy e US Marine Corps. Até o momento, a força aérea já recebeu mais de 500 unidades. Outras cerca de 300 já voam com as cores da marinha e outras cem com as marcações do corpo de fuzileiros navais.
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