Entre 28 de junho e 12 de julho, a Força Aérea Brasileira participa da Salitre 2026, exercício multinacional que ocorre a partir da Base Aérea Cerro Moreno, em Antofagasta, no Chile. A expectativa é a de o Brasil participar com os caças F-39E Gripen, que já foram testados em 2024 no exercício Cruzex, realizado em Natal (RN).
A Salitre 2026 deve também deve contar com a participação da Argentina, Colômbia, Estados Unidos e Paraguai, além do próprio Chile. As operações aéreas ocorrem entre o Oceano Pacífico e o Deserto do Atacama, em um cenário típico de conflito aéreo simulado, em que uma coalizão enfrenta uma “Red Force”.
Apesar da expectativa pelos F-39, a participação dos caças F-5EM Tiger II, dos jatos de ataque A-1 AMX ou mesmo dos A-29 Super Tucano não deve ser descartada.
Histórico
Na Salitre I, em 2004, a FAB participou com seus F-5E Tiger II, ao lado de um reabastecedor KC-137 (Boeing 707), ao lado de uma série de aeronaves que atualmente não fazem mais parte das frotas sul-americanas, como os Mirage 50 Pantera, Mirage 5 Elkan e A-37B Dragonfly do Chile e os Mirage III e Mirage 5 Mara da Argentina. Já os EUA participaram com os F-16C/D, à época, aeronaves bem acima das capacidades locais.

Em 2009, a Salitre II trouxe a estreia dos A-4AR Fightinghawk da Argentina e dos F-16C/D e MLU do Chile, além dos A-1 AMX do Brasil, em sua versão não modernizada. Os Estados Unidso enviaram os F-15C Eagle e a França veio com os Mirage 2000.
Seis anos depois, em 2014, durante a Salitre III, o Brasil levou pela primeira vez seus F-5EM, versão modernizada dos F-5 e superior aos F-5 Tiger III, também modernizados, usados pelo Chile desde a Salitre I. Chile e Argentina repetiram suas forças, enquanto os EUA voltaram aos F-16C/D e o Uruguai contribuiu com os A-37B Dragonfly.

Na Salitre IV, em 2022, o destaque foi a presença de um KC-390 Millenium da Força Aérea Brasileira, em substituição aos KC-130H usados pelo Brasil desde a primeira edição. Também chamou a atenção os IA-63 Pampa III, da Argentina, em um contexto de falta de disponibilidade de aeronaves de caça. Já o Chile repetiu seus efetivos, além de incluir seus E-3D Sentry.










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