Cultura, Arte & Liderança, com Marcos Amaro
No empreendedorismo — assim como em qualquer projeto humano de longo prazo — um dos maiores desafios é a formação de líderes. Delegar, confiar e preparar pessoas para assumirem responsabilidades são movimentos fundamentais para que uma organização cresça de forma sustentável.
Para formar líderes, o pressuposto essencial é a confiança. Sem confiança, o processo de transmissão de aprendizado não é possível. E todo processo de aprendizado verdadeiro, pelo que conheço e vivi, se dá pelo exemplo — pelo exemplo de comportamento, de atitude, de entrega e comprometimento.
São esses exemplos que inspiram os que desejam ascender, não de forma oportunista, mas genuína. Por isso, o primeiro líder deve pensar, desde cedo, em transmitir seu conhecimento o mais rapidamente possível, para que outros possam, quando chegar o momento, substituí-lo. Isso requer humildade: reconhecer que não somos eternos e que outros, com seus próprios talentos, poderão alcançar resultados iguais ou até melhores.
Formar líderes exige desapego. Desapego ao cargo, à posição e à ideia de controle. E, ao mesmo tempo, confiança em si mesmo. Porque sem confiança na própria essência, acabamos presos àquilo que parecemos ser ou àquilo que possuímos.
Ficar aprisionado a um título ou função reduz nossa capacidade de pensar, criar e evoluir. Por isso, o conselho mais valioso que posso oferecer é este: procure-se reinventar constantemente e compartilhar o conhecimento para que outros também possam se expressar e desenvolver. É assim que se multiplicam as lideranças e se garante a perenidade de qualquer projeto — seja ele uma empresa, um museu ou um sonho.











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