Com uso intenso de defesas antiaéreas no Oriente Médio, o Pentágono avalia redirecionar para lá mísseis Patriot destinados originalmente para a Ucrânia. A informação foi publicada pelo jornal Washington Post e gerou atrito diplomático, principalmente porque as armas a serem redirecionadas foram pagas por países europeus, alguns dos quais não apoiam a atual guerra contra o Irã.
O programa Prioritized Ukraine Requirements List (PURL) foi lançado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em julho de 2025. De acordo com o Washington Post, cerca de 75% dos mísseis usados pela artilharia antiaérea ucraniana desde então são fruto dessa iniciativa, que já custou US$ 4 bilhões, tendo como principais financiadores a Alemanha, a Noruega e os Países Baixos.
Fabricante dos mísseis, a Lockheed Martin tem acelerado a produção. Em 2025, foram 620 unidades entregues, um aumento de 20% frente a 2024. Ainda assim, isso não tem sido suficiente para cobrir as demandas dos Estados Unidos e dos seus aliados. Há o plano de chegar a duas mil unidades anuais.
Pedido à Polônia
A iniciativa dos EUA foi além, no caso da Polônia. Houve uma solicitação formal de transferir uma das duas baterias de mísseis Patriot de solo polonês para o Oriente Médio. Sem citar o pedido, o ministro da defesa polonês Władysław Kosiniak-Kamysz publicou na rede social X que as baterias de mísseis Patriot do país servem para proteger a Polônia e os aliados do flanco leste da OTAN.
Suíça faz pressão e terá atraso no F-35
A Suíça, que não faz parte da OTAN, tentou fazer pressão sobre os Estados Unidos e acabou sofrendo um possível revés para a sua defesa aérea. Após ser informado do atraso de um ano para a entrega das cinco baterias de Patriot adquiridas, o governo em Berna decidiu suspender os pagamentos. Por meio do programa US Foreign Military Sales (FMS), porém, o Pentágono decidiu redirecionar para o programa Patriot os pagamentos feitos para a compra de caças F-35 Lightning II para a Suíça, causando o risco de haver atraso na entrega dos Patriot por questões industriais e dos F-35 por falta de pagamento. Para completar, o preço dos Patriot disparou 50%.
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