AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

EUA iniciam testes de novo porta-aviões

USS John F. Kennedy em testes no mar. Foto: Huntington Ingalls Industries

Os Estados Unidos iniciaram, no fim de janeiro, os testes de mar do seu novo porta-aviões, o CVN-79 USS John F. Kennedy. A embarcação de cerca de 100 mil toneladas de deslocamento foi produzida nos estaleiros da Huntington Ingalls Industries, do grupo Northrop Grumman, em Newport News, no estado da Virgínia. A entrega à US Navy está programada para o próximo ano.

Este é o segundo porta-aviões da classe Gerald R. Ford. O primeiro, que leva este nome, entrou em serviço em julho de 2017. Já estão em construção o terceiro, CVN-80 Enterprise; e o quarto, CVN-81 Doris Miller. Ambos têm entregas previstas para a próxima década. O CVN-82 William J. Clinton e o CVN-83 George W. Bush estão em fase de aprovação.

USS Gerald Ford em serviço. Foto: US Navy

O Pentágono tem acelerado o processo de desenvolvimento de porta-aviões. O plano é manter pelo menos onze unidades ativas, o que possivelmente não ocorrerá nos próximos anos, pelo fato de o CVN-79 John F. Kennedy ainda estará em testes quando ocorrer a desativação do CVN-68 Nimitz, em serviço desde 1975 e com desativação programada para este ano.

Atualmente estão em serviço os porta-aviões USS Dwight D. Eisenhower, USS Carl Vinson, Theodore Roosevelt, Abraham Lincoln, George Washington, John C. Stennis, Harry S. Truman, Ronald Reagan e George H. W. Bush. 

Navio Aeródromo Multipropósito Atlântico (à frente) recebe mantimentos de porta-aviões norte-americano para serem distribuídos no RS. Foto: Marinha do Brasil

Além disso, estão em serviço sete navios da classe Wap, oficialmente, navios de desembarque anfíbio, porém com convoo adequado para operações com caças F-35 Lightning II. A mesma capacidade é vista nos dois novos navios aeródromos da classe USS América, estando outros três em construção. Todos estes navios podem operar no conceito antes chamado de “Harrier Carrier”, quando eram totalmente dedicados à operação de aviões AV-8B Harrier.

USS Tripoli com aviões F-35B. Foto: Samuel Ruiz

Nova classe

Os novos porta-aviões da classe Gerald R. Ford foram desenhados para substituir o USS Enterprise (já desativado) e os porta-aviões da classe Nimitz. Para isto, apesar de serem visualmente semelhantes tratam-se de navios com possibilidades tecnológicas bastante superiores, incluindo catapultas do tipo Electromagnetic Aircraft Launch System (EMALS), sistemas Advanced Arresting Gear (AAG) e os Advanced Weapons Elevator (AWE).

Boeing MQ-25 Stingray em testes com o USS George HW Bush em 2021. Foto: US Navy

As capacidades de defesa antiaérea foram aprimoradas com os radares AN/SPY-3, AN/SPY-4, AN/SPY-6(v)3 e AN/SPY-9B, além de novos sistemas de guerra eletrônica AN/SLQ-32(V)6, mísseis RIM-162 e RIM-116, além dos sistemas dos canhões Phalanx CIWS e de metralhadoras 25mm e .50. A tripulação deve passar de 4.200 pessoas para ocupar os 25 deques na estrutura de 333 metros de comprimento, 78 metros de largura de convés de voo, 41 metros de largura na água e 76 metros de altura. A força para os quatro eixos vem de dois reatores nucleares Bechtel A1B, capazes de levar o navio a 56 km/h para um alcance virtualmente ilimitado.

A expectativa para esses porta-aviões é começar suas vidas úteis voando aeronaves atualmente consideradas modernas na US Navy, como o E-2D Hawkeye e o Super Hornet. Porém, o foco estará na operação futura de modelos como o F-35C Lightning II, drones como MQ-25 Stingray e o futuro caça multifuncional F/A-XX.

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