Em um mundo onde existem radares, drones e aeronaves de quinta geração, o U-2 Dragon Lady, uma das aeronaves que simbolizam a Guerra Fria, continua a ser relevante para os Estados Unidos. O Pentágono assinou um contrato com a BAE Systems para modernizar o sistema de guerra eletrônica desses jatos, que entraram em serviço na década de 50.
O AN/ALQ-221 Advanced Defensive System dá ao U-2 a capacidade de detectar emissões eletromagnéticas hostis em uma área, notadamente sinais de radar. Também há capacidade de atuar como interferidor, de forma a garantir a sobrevivência em espaços aéreos disputados. Com a modernização, espera-se ampliar a capacidade de obter informações de inimigos.
Os atuais U-2S Dragon Lady são a versão mais moderna do jato de espionagem, tendo sido fabricados na década de 80, a partir da evolução de versões anteriores do jato. Estima-se que haja mais de 20 unidades atualmente em serviço. A aposentadoria já foi anunciada algumas vezes, sendo revertida por sucessivos processos de modernização.
Apesar da ausência de armamento e da incapacidade de voar em velocidades supersônicas, o U-2 se destaca pelo teto de serviço de aproximadamente 24 mil metros, acima do alcançado por interceptadores e até por alguns sistemas de defesa antiaérea. O modelo esteve presente em inúmeros fatos geopolíticos das últimas décadas, com sobrevoos sobre União Soviética, China, Cuba, Vietnã e nações do Oriente Médio.
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