Os ataques dos Estados Unidos à Venezuela em 3 de janeiro podem ter marcado mais um uso operacional de um novo modelo de drone de alto desempenho. Trata-se do Lockheed Martin RQ-170 Sentinel, aeronave supostamente capaz de realizar missões de reconhecimento, vigilância e inteligência. Há informações de apenas 20 aeronaves deste modelo em serviço, havendo discrição sobre o uso.
Vídeos em redes sociais mostram que pelo menos um RQ-170 Sentinel pousou na base militar dos Estados Unidos em Porto Rico na manhã de sábado, horas após a missão conjunta realizada na Venezuela. Até o momento, esta aeronave era vista apenas em áreas de testes, dentro do próprio território continental norte-americano. As missões operacionais seriam limitadas a um deslocamento em 2007, no Afeganistão, e em 2 de maio de 2011, no Paquistão, durante a missão que resultou na captura de Bin Laden.
Porém, em 4 de dezembro de 2011, o exército do Irã conseguiu derrubar um RQ-170 que teria violado o espaço aéreo do seu país. Isso levou, em setembro de 2016, ao lançamento do Saegheh-2, drone iraniano construído possivelmente por meio de engenharia reversa.
Com a captura pelos iranianos, os Estados Unidos passaram a divulgar menos informações sobre o RQ-170, possivelmente alterando o projeto em aspectos tecnológicos. Ficaram as principais características físicas: uma aeronave com cerca de 20 metros de envergadura e 4,5 metros de diâmetro, sendo propulsada por um motor a jato. Com design de asa voadora, sem cauda, características stealth.











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