Oficialmente, o plano do Pentágono é retirar toda a frota de jatos de ataque A-10 Thunderbolt II até o fim desta década, mas o modelo continua a ter importância nos teatros de operações e cresce a pressão para manter a frota na ativa. Isso ficou evidenciado no conflito contra o Irã, em que os A-10 ganharam nova missão e uma nova capacidade técnica.
Em meio às notícias sobre destruição de aeronaves de reabastecimento em voo da US Air Force, em 7 de abril foram divulgadas imagens de um teste de um A-10 Thunderbolt II com uma sonda para receber combustível de aeronaves C-130 Hércules, uma alternativa ao sistema “flying boom”, presente nos KC-135 e KC-46. Em comunicado oficial, foi informado que o teste ocorreu em resposta a um requisito “urgente” de necessidades de combate.
Ao mesmo tempo, enquanto a presença dos A-10 no Oriente Médio supunha a possibilidade de enfrentamento terrestres, com a aeronave cumprindo seu papel de “destruidor de tanques”, na realidade esses “blindados voadores” tiveram outra tarefa: o ataque naval. Desde 2024, o Pentágono já divulgava imagens de treinamentos com forças navais.

Os A-10 foram capacitados tanto para escoltar navios da US Navy quanto para atacar pequenas embarcações. Já foram realizadas simulações de emprego do canhão de 30mm ou de armamentos como bombas guiadas e mísseis AGM-65 Maverick contra lanchas e outros alvos rápidos.
Algumas características do A-10 também são elogiadas para a tarefa. A presença de blindagem protege a aeronave contra disparos de metralhadoras, presentes em lanchas rápidas de ataque. Ao mesmo tempo, a autonomia maior que a de caças supersônicos e a baixa velocidade permitem acompanhar navios ou mesmo atuar na busca por horas por embarcações inimigas.
A US Air Force iniciou 2026 com uma frota de 174 A-10C Thunderbolt II, popularmente chamados de Warthog.
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