Pouco menos de quinze anos após a entrega da primeira unidade, a Marinha do Brasil recebeu a última aeronave Airbus/Helibras H225M programa HX-BR, que incluiria 16 aeronaves para a força naval, 16 para a terrestre e 16 para a força aérea. Porém, renegociações de contrato fez a Marinha ficar com 15 unidades. O acordo inicial foi assinado em 2005, há mais de 20 anos. A aeronave derradeira foi entregue em dezembro.
A Marinha ficou com três versões do helicóptero. O UH-15 é multimissão, utilizado para transporte de tropa, combate a incêndio, transporte de carga e diversos outros tipos de missões. Cinco unidades foram entregues para o 2° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral, sediado em São Pedro da Aldeia (RJ), e três para o 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Norte (EsqdHU-41), de Belém (PA).
Já o UH-15A inclui sistema ótico diurno/noturno e equipamentos de autoproteção, incluindo chaff/flare, RWR, LWR, MAWS. Dessa forma, além das missões desenvolvidas pelos helicópteros básicos, também pode atuar em territórios hostis, com destaque para missões de resgate em território inimigo. Três são operados pelo 2° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral.

A última versão é mais avançada. Designada AH-15B, conta com um radar Telephonics AN/APS-143, uma torreta para visão noturna e termal, um Sistema de Gerenciamento de Dados Táticos de missão (N-TDMS) e mísseis Exocet AM39 B2M2, sendo um vetor indicado para a chamada guerra antisuperfície (ASuW). Quatro unidades também operam a partir de São Pedro d’Aldeia, além de poder embarcar nos principais meios navais do país, como o navio aeródromo multipropósito Atlântico.
TH-X
A redução de 16 para 15 aeronaves do programa HX-BR permitiu viabilizar a aquisição de 15 aeronaves H-125 Esquilo, designadas IH-18. Oito serão destinadas ao 1° Esquadrão de Helicópteros de Instrução (EsqdHI-1), também sediado em São Pedro da Aldeia (RJ), em substituição aos veteranos Bell JetRanger III (IH-6B), que, após anos de atividades, serão desativados, sendo dois deles doados à Armada do Uruguai. As demais devem ir para unidades em Ladário (MS) e Manaus (AM).

Sea Hawk
O 1º Esquadrão de Helicópteros Antissubmarino (EsqdHS-1) da Marinha do Brasil alcançou, no dia 9 de fevereiro, a expressiva marca de 12.000 horas de voo com as aeronaves SH-16 Seahawk. O marco foi atingido durante um voo de adestramento com Óculos de Visão Noturna (OVN).
Os dois primeiros dos seis SH-16 Seahawk foram recebidos pelo HS-1 em agosto de 2012 e os últimos em 2018. De lá para cá foram realizadas missões como lançamento real de mísseis, mas também transporte aeromédico (EVAM), Busca e Salvamento (SAR – Search and Rescue), Transporte Aéreo Logístico, lançamento de paraquedistas, infiltração de forças especiais por fast rope e Rappel, transporte administrativo e transporte de tropas.

Foto: Marinha do Brasil
As aeronaves podem operar a partir do navio aeródromo Atlântico e do Navio Doca Multipropósito Bahia. Cada Seahawk conta com um Helicopter Long- -Range Active Sonar (HELRAS) DS-100, sistema de inteligência de sinais LR-100 MAGE/ESM, radar APS143 (C)V3, sistema EOSS (Eletro-Optical Sensor System) AN/AAS-44 e capacidade para levar torpedos Mk 46, mísseis Kongsberg AGM 119B Penguin Mk.2 e metralhadoras calibre 7,65mm.
Há a perspectiva de, futuramente, os SH-16 operarem a partir das fragatas da classe Tamandaré.










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