AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Resgate aeromédico no DF ganha destaque por tempo de resposta

Corpo de Bombeiros do DF. Foto: Paulo H. Carvalho

O serviço aeromédico do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), realizado em parceria com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), tem alcançado um tempo médio de resposta compatível com as referências mundiais para a área. Entre janeiro e junho de 2025, o 1º Esquadrão de Aviação Operacional com Suporte Avançado de Vida atendeu 356 ocorrências, com tempo médio de resposta de 17,7 minutos. Em cerca de 66% dos casos, o socorro chegou em menos de 20 minutos.

O serviço aeromédico dispõe atualmente de três helicópteros e dois aviões adaptados para atendimento, além de contar com 14 médicos. Todos os operadores de suporte médico, grupo formado por médicos e enfermeiros, passam por treinamento específico para garantir cuidados intensivos imediatos. A tripulação também é composta por piloto, copiloto e tripulante operacional. E as aeronaves são equipadas com todos os dispositivos necessários para atendimentos críticos.

Das 356 ocorrências registradas de janeiro a junho deste ano, 278 resultaram em atendimento efetivo e 78 foram canceladas, principalmente por óbito no local, sendo que as regiões com maior número de acionamentos foram Plano Piloto, Ceilândia e São Sebastião. O Hospital de Base foi o principal destino dos pacientes, seguido pelo Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

Militares do CBMDF e servidores da Secretaria de Saúde atuam no resgate aeromédico. Foto: Geovana Albuquerque

A principal natureza dos atendimentos foi a parada cardiorespiratória. A taxa de retorno à circulação espontânea (RCE) foi de quase 30%, com 67 pacientes reanimados apenas com manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP). Esse índice está alinhado à média global de 29,7% em paradas extra-hospitalares, segundo meta-análise internacional.

Nos casos em que foi necessário o uso do desfibrilador, a taxa de RCE subiu para 38,6%. De acordo com o relatório do CBMDF de ocorrências atendidas pelo serviço aeromédico, esse resultado está dentro da faixa superior dos índices internacionais, que ficam entre 25% a 40%, o que significa que, a cada 2,6 pacientes desfibrilados, um teve a circulação restabelecida.

Em 2025, são comemorados 15 anos da parceria entre o CBMDF e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do DF (Samu DF), órgão vinculado à SES-DF. Isso permite avaliar o acionamento da aeronave ou, em muitos casos, de viaturas terrestres localizadas próximas às ocorrências.

O DF tem uma área de 5,7 milhões de km², menor que 258 municípios brasileiros, incluindo algumas capitais estaduais, como Campo Grande (MS), Manaus (AM) e Porto Velho (RO). Porém, é bem maior que as capitais paulista (1,5 milhão de km²) e fluminense (1,2 milhão de km²), por exemplo. Vale ressaltar que a área não é considerada apenas como o Plano Piloto, incluindo todas as demais 34 Regiões Administrativas.

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