AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

US Navy impressiona com recebimento do 350º MH-60R

MH-60R Sea Hawk voa diante do USS Chung Hoon (DDG 93). Foto: Andre T. Richard

Criados para missões como localizar e destruir navios e submarinos, além de tarefas de guerra eletrônica e, se necessário, ataques com metralhadoras contra alvos de pequeno porte, os helicópteros MH-60R Seahawk são considerados vetores estratégicos para diversas marinhas do mundo, sobretudo pela capacidade de pousar a bordo de navios. Por isso, a Austrália, por exemplo, adquiriu 24 unidades. A Noruega tem seis. A Grécia, 7. A Espanha, 8. O Brasil tem seis de uma versão parecida. E a US Navy, a Marinha dos Estados Unidos, celebrou em janeiro a entrega da sua 350º unidade.

É uma frota impressionante. É o suficiente para prover meios aéreos para mais de 70 destróieres da classe Arleigh Burke, 22 cruzadores da classe Ticonderoga e dez Littoral Combat Ships da classe Freedom e treze da classe Independence. Também podem operar a bordo dos onze porta-aviões e nove porta-helicópteros da US Navy, além dos 13 navios-anfíbios da classe San Antônio. Os MH-60R também estão presentes em bases terrestres e têm sido o principal helicóptero antissubmarino dos Estados Unidos desde 2010, ainda que também cumpra outras tarefas, como o combate à pirataria.

Aeronaves MH-60R da US Navy. Foto: Lockheed Martin

O tamanho dessa frota de MH-60R fica destacada por conta da especialização. Enquanto na maioria dos países, como no Brasil, não é incomum ver os MH-60R (ou versões semelhantes) terem todo o seu equipamento de bordo retirado para a realização de tarefas que vão da busca e salvamento ao transporte de tropas ou mesmo o transporte VIP, a US Navy concentra seus MH-60R nas missões para os quais foi projetado. Isso porque, além de vetores como os C-2 Greyhound e CMV-22 Osprey, há mais de 250 MH-60S Seahawk ativos, versão dedicada a tarefas utilitárias, sendo, na prática, um equivalente naval do Black Hawk terrestre.

A US Navy planeja operar o MH-60R até 2050, por isso o programa de entregas foi alongado, com o primeiro tendo sido recebido em 2001. Mais que a substituição de vetores antigos, isso também tem permitido a incorporação de novas tecnologias, desde  novos displays adequados para uso de óculos de visão noturna além de equipamentos avançados de datalink, afora os sistemas de busca de alvos na superfície e sob ela, incluindo sonobóias e detector de anomalias magnéticas. 

VEJA TAMBÉM:

Sobre o autor

Humberto Leite

Comentar

Clique aqui para comentar

ATENÇÃO!

NOVA EDIÇÃO DA ASAS!

Carrinho