Após completar 20 anos de serviço na United States Air Force, o F-22 Raptor já é alvo de propostas para a modernização, de forma a se manter atualizado frente a aeronaves mais modernas em uso. Uma delas foi apresentada nesta semana durante o evento Warfare Symposium, quando a fabricante Lockheed Martin apresentou um modelo modificado do jato.
Entre as principais diferenças está a presença de sensores infravermelhos sob as asas. A medida reverte a decisão, tomada durante o desenvolvimento do F-22, de não utilizar um infrared search and track (IRST), que poderia aumentar a assinatura radar e comprometer as características stealth. Contudo, a existência de outros caças stealth, detectáveis pelo espectro infravermelho, pode ter motivado a nova postura.
Outra mudança relevante é a respeito dos tanques externos de combustível. Hoje, o F-22 voa com compartimentos subalares, mas apenas em situações de voos de traslado, uma vez que a instalação torna o jato detectável a radares. Agora, há a projeção de tanques com capacidade stealth, sendo possível inclusive mantê-los durante as fases de ingresso em territórios hostis.
A ampliação do alcance e a maior capacidade de detecção de aeronaves stealth chegam em um cenário de crescente disputa militar com a China, havendo, no cenário do Pacífico, tanto a demanda por maior alcance quanto pela detecção de caças stealth. Não se sabe, porém, se a proposta de modernização é considerada efetiva pela US Air Force.
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