A operação Epic Fury, de ataques ao Irã, marcou uma estreia operacional da US Air Force: dois EA-37B EA-37B Compass Call foram deslocados para a base aérea de Mildenhall, nos Estados Unidos, de onde têm realizado voos até o Oriente Médio. A principal missão dessas aeronaves é confundir sistemas de radares, comunicações e de navegação dos inimigos apenas com base em emissões eletromagnéticas, sem uso de armamentos.
Baseado no jato executivo Gulfstream G550, o EA-37B começou a ser recebido em 2024, no 43rd Electronic Combat Squadron, com sede na base aérea de Davis-Monthan, Arizona. As reais capacidades da aeronave são, como é de se esperar, desconhecidas do grande público. Publicamente, sabe-se que dez EA-37B adquiridos vão substituir os 14 EC-130H Compass Call na missão, dos quais nove já foram aposentados.

Foto: USAF
As informações públicas dão conta de que a aeronave tem nove tripulantes, sendo dois pilotos, um mecânico e seis operadores de sistemas. A capacidade de voar a velocidades de até Mach 0,82, mais que o dobro que a alcançada pelos EC-130H, também indica a maior probabilidade de ser incorporada a “pacotes” de ataque, junto a aeronaves como os EA-18G Growler ou outros vetores que atuam na destruição de defesas inimigas.
O uso dos EA-37B é elogiado como uma plataforma mais veloz, mais ágil e de custo operacional menor que a oferecida pelas aeronaves antigas, utilizadas desde o início dos anos 80. Ao longo dos anos, os EC-130H foram empregados em missões de apoio a missões de outras aeronaves, de forças terrestres e de incursões de forças especiais. Há informações não confirmadas de que dois dos EC-130H teriam sido destruídos por um ataque iraniano em 27 de março.

Ataque eletrônico
Chamou a atenção o fato de, em 2024, o Air Combat Command ter modificado a designação de EC-37B para EA-37B, uma mudança que troca o termo “Eletronic Cargo”, usado costumeiramente por aviões de transporte adaptados para a tarefa, para “Electronic Attack”. Isto o torna equivalente, por exemplo, aos EA-18G Growler, equipados com sistemas de “jamming” e com mísseis para destruição de radares inimigos.
Com uma profusão de antenas, sensores e outros equipamentos a bordo, a troca da designação EC-37B para EA-37B também pode indicar a total retirada de qualquer possibilidade de uso da aeronave para transporte, ainda que de maneira restrita. A aparência externa da aeronave segue o padrão dos Gulfstream G550 CAEW, versão usada em Israel como avião-radar. Essa capacidade, porém, não deve ser incluída, havendo, por outro lado, a possibilidade de atuar também para captar sinais inimigos, em típica missão de reconhecimento e inteligência.










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