China demonstra poder em repatriação de corpos da Guerra da Coreia

A solenidade de repatriação de corpos de 12 voluntários chineses da Guerra da Coreia, realizada em 22 de abril, se tornou uma demonstração de força conduzida por Pequim. Além dos atos diplomáticos e das formalidades da cerimônia, a 13º desde 2014, já tendo somado 1.023 corpos repatriados, a ida de um cargueiro Y-20 até Incheon, na Coreia do Sul, mostrou o salto qualitativo do poder aéreo chinês.

Porém, o maior destaque ocorreu tão logo o Y-20 voltou ao espaço aéreo da China. A aeronave voou da fronteira até a cidade de Shenyang com a escolta de quatro caças de quinta geração J-20. Estima-se que a China já tenha cerca de 300 desses jatos, cujas capacidades operacionais são desconhecidas. Há analistas que apontam a possibilidade de um desempenho próximo, ou mesmo superior, ao do F-22 Raptor, dos quais os EUA possuem menos de 200 unidades.

Solenidade de repatriação dos corpos de voluntários chineses mortos na Guerra da Coreia. Foto: Agência Xinhua

Inovações no J-20

Há aprimoramentos. A nova versão J-20A traz mudanças aerodinâmicas e no canopi, com provável espaço adicional para novos aviônicos. Analistas militares ouvidos pela mídia estatal chinesa dizem que as modificações vão além do visível, havendo melhorias em sistemas.

Já o J-20S é uma versão para dois ocupantes. Porém, não seria uma versão de treinamento, e sim uma aeronave multimissão, capaz de realizar ataques a alvo de superfície, como o F-15 Strike Eagle ou o F-18F Super Hornet. O J-20S poderá atuar, inclusive, para comandar esquadrilhas de drones semiautônomos.

Caças chineses J-20

O J-20 já teria capacidades inexistentes nos caças ocidentais. A aeronave seria capaz de abrir seu compartimento de armamentos e fazer lançamentos mesmo durante manobras com elevada carga da chamada força G. É o que sustenta uma reportagem do jornal Global Times, da China, que conversou com pilotos de testes da aeronave.

O J-20 teria um sistema de lançamento de armas com força suficiente para ejetar os armamentos em correr o risco de serem atingidos pela própria aeronave, mesmo durante as manobras de alto desempenho. Além da segurança, isso significa poder utilizar o poder de fogo mesmo durante manobras necessárias para engajar ou fugir dos inimigos.

J-20

Vale lembrar que aeronaves stealth como o J-20, o F-35 ou o F-22 necessitam transportar armamentos em baías internas, e não sob as asas, sob o risco de serem detectados pelos radares inimigos. Porém, há a opção de voarem de maneira tradicional, ampliando a carga bélica. Nem sempre, porém, é possível fazer o lançamento em todas as situações, o que limitaria o desempenho prático em combate.

No caso do J-20, já foi demonstrado que o compartimento de armas é grande o suficiente para levar pelo menos quatro mísseis PL-15, do tipo BVR – Beyond Visual Range, como o norte-americano AiM-120 AMRAAM. Além disso, dois compartimentos laterais, de menores dimensões, podem levar mísseis de curto alcance PL-10. A existência de mais de um compartimento de armas possibilitaria lançar mísseis sem uma ampliação tão grande da assinatura radar do caça.

No caso do combate ar-ar, chama a atenção o PL-15, que teria um alcance de aproximadamente 300 km. Esse míssil seria a explicação para os Estados Unidos avançarem no desenvolvimento do AIM-250 JATM, numa tentativa de se igualar ao poderio chinês.

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Humberto Leite

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