Repetindo o ato do presidente do Chile, o presidente da Argentina, Javier Milei, esteve a bordo do porta-aviões norte-americano USS Nimitz durante a passagem do navio próximo à costa sul-americana. A visita ocorreu em 30 de abril, ao mesmo tempo em que o mandatário argentino planeja a compra de mais jato de segunda mão.
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Acompanhado pelo seu Ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, e do Ministro da Defesa, Carlos Presti, Milei voou até o porta-aviões a borrdo de um avião de transporte C-2 Greyhound, tendo passado pela experiência de pouso com gancho de arrasto e decolagem com uso de catapulta. No convés, houve demonstração de operações aeroembarcadas de caças F-18 Super Hornet e helicópteros MH-60 Seahawk.

Em paralelo, os destróieres La Argentina e Sarandi, as corvetas Rosales e Robinson, e os navios patrulha Piedrabuena e Contraalmirante Cordero se exercitaram o Grupo Tarefa liderado pelo USS Nimitz, com destaque para o destroier USS Gridley. Aviões P-3C Orion e helicópteros Sea King da Aviación Naval Argentina também participaram dos treinamentos, estes últimos com pousos a bordo do navio da US Navy.
Não houve participação dos caças navais Dassault Super Étendard nem Super Étendard Modernisé. As primeiras foram adquiridas em 1981 e estão fora de serviço há mais de dez anos. Já as segundas foram compradas da França em 2019 mas, até agora, não foram colocadas em serviço. Por fim, os caças F-16 também não participaram porque os pilotos argentinos ainda estão em fase de treinamento, sem ter sido atingida ainda capacidade operacional efetiva.

Mais jatos usados
Na mesma semana, o Ministério da Defesa da Argentina voltou a tratar da possibilidade de aquisição de jatos de segunda mão dos Estados Unidos. Dessa vez, seriam dois KC-135, compatíveis com o sistema para reabastecer em voo os caças F-16. O governo de Milei já havia enviado uma Letter of Request ao Pentágono solicitando a transferência de unidades que estejam atualmente em serviço com a US Air Force, o que aceleraria o processo.

O problema é que a própria US Air Force enfrenta a falta de reabastecedores para as múltiplas operações em curso, especialmente no Irã, onde houve a destruição de pelo menos uma unidade e danos a outras sete. A recusa de países europeus em cederem suas bases para as operações ofensivas amplia ainda mais a necessidade dos KC-135 no conflito atual.
Restará à Argentina aguardar o avanço das entregas dos novos KC-46 Pegasus até que a US Air Force possa se desfazer de aviões KC-135 ainda em condições de voo.
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