A Força Aérea Brasileira (FAB) está próxima de receber seu primeiro caça Gripen F. A cerimônia de entrega, com a presença do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, irá ocorrer na Suécia, onde a aeronave foi produzida. O contrato atual é para aquisição de 28 Gripen E e 8 Gripen F.
O Gripen F foi desenvolvida a partir de um pedido específico da FAB. A principal diferença frente ao Gripen E, já em serviço, é a capacidade levar dois aviadores. Além de servir para aprimorar o treinamento, a aeronave também poderá desenvolver missões de maior complexidade, com o segundo ocupante assumindo a função de Oficial de Sistemas de Armas (WSO).
Com o Gripen F, a FAB poderá avançar em missões complexas, como operações envolvendo guerra eletrônica, coordenação de missões e, futuramente, integração com drones de combate. Apesar da automatização a bordo, determinadas tarefas exigem maior capacidade de coordenação humana. A opção por ter dois pilotos a bordo também faz parte de outros programas. É o caso, por exemplo, do F-15EX Strike Eagle II, versão mais moderna do caça norte-americano, que é fabricado pela Boeing apenas na versão para dois pilotos. O F-16I “Sufa”, versão customizada para Israel, também conta com tripulação dupla. Já a Real Força Aérea da Austrália optou para que todos os seus Super Hornet sejam da versão F-18F, com dois assentos.

No caso do Gripen, a Suécia não iria desenvolver a versão biplace do Gripen E por já contar com o modelo Gripen D (aeronave da foto acima), baseado no Gripen C. Porém, a campanha de vendas da nova versão tem se beneficiado do pedido brasileiro: tanto Tailândia quanto Colômbia devem contar com a nova versão.
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