Cogitado para operar futuramente com as cores da Força Aérea Brasileira, o Leonardo M346 ganhou mais uma concorrência internacional. A Indonésia terá uma dúzia de M346F Block 20 para preparar os pilotos que posteriormente vão voar os caças Rafale, F-16 e Sukhoi Flanker da sua frota. O anúncio, realizado na segunda quinzena de julho, ocorre no mesmo mês em que a Nigéria passou a operar o jato, consolidando o período de fortalecimento do jato europeu no mercado.
Essa versão a ser operada pela Indonésia se destaca pelas tecnologias a bordo, típicas de caças de quarta geração. Os jatos terão radar AESA, wide area display e datalink, o que pode significar capacidade para desempenhar missões operacionais. Para treinamento, destaque para as interfaces Ground Based Training System (GBTS) e Live, Virtual and Constructive (LVC), que ampliam o escopo das missões.
Além da Itália e da Indonésia, Áustria, Catar, Canadá, Israel, Grécia, Nigéria, Polônia, Singapura e Turcomenistão já operam ou selecionaram o M346, que vem se destacando por ser selecionado por países que contam com caças avançados para a primeira linha. As exceções são o Turcomenistão e a Nigéria, que, curiosamente, fazem o treinamento para pilotos junto com os A-29B Super Tucano, em uma evolução operacional que pode vir a se repetir no Brasil.

Nigéria
A Nigéria recebeu, em 27 de julho, seus três primeiros M346. A solenidade foi realizada na Itália, onde as aeronaves passaram pelos testes de aceitação de fábrica e serão trasladados até o fim do ano. Os jatos serão operados por um esquadrão de treinamento, mas há a expectativa de o modelo ocupar um espaço de ainda mais destaque no país africano.
Foram adquiridas, ao todo, 24 unidades. Todas serão da versão FA, com capacidade de combate aéreo e ataque a superfície. Isso indica que os planos nigerianos vão além da mera substituição dos jatos Alpha Jet, recebidos na década de 80, para função de treinar futuros pilotos de caça de alto desempenho.
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