Um dos principais rivais estratégicos da China na região do Pacífico, a Austrália decidiu que seus caças F-18F Super Hornet vão utilizar mísseis AIM-260 Joint Advanced Tactical Missile (JATM). O país vai investir mais de meio bilhão de dólares para a aquisição, tornando-se o primeiro cliente estrangeiro da nova arma, criada pela Lockheed Martin.
O AIM-260 foi desenvolvido no contexto de o míssil AIM-120 AMRAAM, apesar de ainda ser a principal arma dos caças dos Estados Unidos para combate além do alcance visual (BVR), tem capacidades abaixo das demonstradas pelo europeu Meteor, pelo russo R-37 e pelo chinês PL-17. O AIM-260 terá um alcance de pelo menos 200 km, com possibilidade de voar a até Mach 5. O AIM-120D é limitado a 180 km de alcance máximo e velocidade de Mach 4.
Com doze EA-18G Growler, 24 F-18F Super Hornet e em fase de recebimento de 72 F-35A Lightning II, a Royal Australian Air Force tem doutrina para realizar combates a longa distância, atuando em conjunto com sete reabastecedores A330MRTT e de seis aviões-radar E-7 Wedgetail. São comuns operações fora do território australiano, com forte interoperabilidade com os Estados Unidos.
Ainda oficialmente em desenvolvimento, o AIM-260 JATM já está integrado aos caças F-18E/F. Porém, o F-35 ainda não pode utilizar o míssil, ainda que exista este planejamento.
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