Com mais de 70 plataformas marítimas em serviço e cerca de 20 mil voos anuais, a região da Bacia de Campos receberá mudanças no gerenciamento de tráfego aéreo a partir de 26 de novembro. Sai o modelo de rotas fixas, em formato de leque a partir do continente, e entra o novo conceito de voo ponto a ponto, suportado por um sistema de quadrículas. De acordo com o Departamento do Controle do Espaço Aéreo, do Comando da Aeronáutica, haverá ganhos de eficiência.
O sistema de quadrículas é formado por por vértices separados por 10 milhas náuticas – cerca de 18 quilômetros – utilizando um padrão de identificação alfanumérico que define fluxos de entrada e saídas. O conceito passa a ser de voos diretos, apoiados por uma malha de quadrículas de waypoints, proporcionando maior flexibilidade na definição das trajetórias e permitindo que as aeronaves utilizem rotas mais eficientes de acordo com as necessidades operacionais e as condições do momento.
Para garantir a organização desse fluxo intenso, serão implementados portões de entrada e saída nos aeródromos situados no continente, como Macaé, Cabo Frio, Farol de São Tomé e São Pedro da Aldeia. O uso desses portões visa ordenar as chegadas e partidas de operações sob regras de voo visual, enquanto os voos sob regras por instrumentos os utilizarão em casos específicos de indisponibilidade de sistemas de vigilância ou falha de comunicação.
O novo sistema disponibiliza uma variedade maior de altitudes de voo, eliminando a necessidade de manter níveis fixos vinculados obrigatoriamente ao aeródromo de origem ou destino. Esta flexibilização das altitudes reduz a possibilidade de conflitos entre aeronaves, permitindo que os operadores voem em perfis de desempenho mais otimizados em termos de consumo de combustível.
A expectativa é uma redução estimada de 97.000 milhas náuticas voadas anualmente na Bacia de Campos. A mudança ocorre para agilizar o tráfego, encurtando e provendo mais flexibilidade às rotas da região, bem como reduzir a emissão de dióxido de carbono de toda a circulação aérea na Área de Controle Terminal de Macaé. O ganho em termos de redução de emissões de carbono na atmosfera seria equivalente a 326 voos da ponte aérea entre Rio de Janeiro e São Paulo ou a 13 mil horas de voo ininterruptas de um helicóptero convencional, o que equivale ao plantio e crescimento de 14 mil árvores ao longo de duas décadas.











