AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Alpha Jet deixa de treinar pilotos de caça da França e turboélice assume a missão

Foto: Eric Salard

Após 47 anos formando novos pilotos de combate da Armée de l’air et de l’espace, o Alpha Jet foi retirado dessa missão neste mês. Os seis últimos pilotos formados no esquadrão 3/8 Côte d’Or, da Base Aérea de Cazaux, foram promovidos e seguiram para a aviação de caça. Eles serão os últimos a cumprirem a fase de transição no jato de treinamento franco-alemão.

Agora, todos os futuros pilotos de Mirage 2000 ou Rafale serão previamente formados no Pilatus PC-21, na École de l’Aviation de Chasse 315, a partir da Base Aérea de Cognac/Châteaubernard. O início da operação desse modelo ocorreu em 2019 e atualmente são 17 aeronaves operacionais, havendo a encomenda de mais nove.

O adeus à formação de pilotos de caça ainda não é a despedida total do Alpha Jet da França. A aeronave entrou em serviço por lá em dezembro de 1978, para substituir os Fouga Magister e T-33, estando em Cazaux desde 1982. Os voos com as cores francesas devem continuar pelo menos até 2030, já que o modelo permanecerá em uso com a esquadrilha de demonstração aérea Patrouille de France. Não há, inclusive, nenhum substituto previsto no momento.

Desenvolvido pela Dassault em parceria com Dornier, o Alpha Jet voou pela primeira vez há quase 50 anos, em outubro de 1973. Com mais de 400 unidades produzidas, teve sucesso operacional, tendo sido adotado por países da OTAN, como Alemanha, Bélgica, França e Portugal, além de nações da Ásia, África e Oceania.

PC-21

Treinamento turboélice

O Pilatus PC-21 tem velocidade máxima de 685 km/h e se destaca pela tecnologia a bordo, mais moderna que a disponível, por exemplo, nos velhos Alpha Jet. O modelo também está em serviço na Austrália, Arábia Saudita, Catar, Cingapura, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Jordânia e Suíça.

A proposta de treinar pilotos de combate em aeronaves turboélices, de operação menos onerosa, mas com muita tecnologia a bordo, foi adotada pelo Brasil em 2005. Aqui, o Super Tucano substituiu o Xavante na tarefa de formação de futuros pilotos de caça, a partir da Base Aérea de Natal (RN).

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