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As mulheres podem ser pilotos de combate?!

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Se há alguma dúvida sobre o papel que as mulheres podem desempenhar na guerra aérea, ela se desfaz quando conhecemos a história das “Bruxas da Noite”.

Durante toda a noite, a bordo dos frágeis aviões Po-2, que mal passavam de 150 km/h, jovens com idades entre 19 e 22 anos lançavam bombas contra as tropas de Hitler. No céu, pilotos nazistas com caças Fw190 e Bf109 se irritavam ao não conseguirem abater as aviadoras, que demonstravam uma vontade de combater elogiada até pelos inimigos. Os alemães chegaram a deslocar uma unidade de caças noturnos Bf110 para tentar aniquilar o regimento feminino. Não conseguiram.

No final do verão de 1942, o regimento feminino conseguia realizar de 80 a 90 missões de combate a cada noite. E chegou ao recorde de 325 saídas de combate em um único período noturno! Isso só foi possível porque cada tripulação fazia de 5 a 10 decolagens a cada jornada. Não era raro elas saírem do cockpit com tremores nas mãos e nas pernas por exaustão. Em 1.100 noites, foram, ao todo, mais de 24 mil missões. Apenas 30 aviadoras foram perdidas.

Ao todo, foi o regimento mais agraciado de toda a força aérea soviética durante a guerra. O título de “Herói da União Soviética” foi dado a 24 aviadoras.

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