AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Aviadoras grávidas agora podem comandar todos os tipos de aeronaves da USAF

Grávida, a Major Lauren Olme, do 77th Weapons Squadron, continua a voar a bordo de bombardeiros B-1B Lancer. Ela está ao lado do marido, Major Mark Olme, também piloto de B-1. Foto: Leon Redfern

Militares da United States Air Force (USAF) grávidas podem continuar a fazer parte de tripulações operacionais até as 28 semanas de gestação. A nova regra entrou em vigor em 2023 e vale para todos os tipos de aeronaves, inclusive com assento ejetável. O foco agora é priorizar a decisão da mulher.

Todas as gestantes continuam com a opção de pedirem afastamento da atividade aérea, porém, caso desejem continuar a voar, precisam passar por avaliação médica. Elas são informadas sobre os riscos para si mesmas, para o feto e para a segurança do voo. Para voarem, precisam ainda do consentimento médico e do comando da unidade aérea.

Uma das primeiras aviadoras da USAF a voar conforme as novas regras é a Major Lauren Olme, uma veterana da aviação de bombardeiros, com experiência de ter passado por um deslocamento para combate real no Oriente Médio, quando esteve baseada no Catar. “Não consigo expressar o quão incrível é que as mulheres grávidas agora tenham a oportunidade de voar, disse. No ventre da mãe, o bebê já acumulou mais de dez horas de voo em bombardeiros supersônicos B-1B Lancer.

Foto: USAF

“É um grande benefício para a Força Aérea”, resume o comandante do 77th Weapons Squadron, Tenente-Coronel Charles Armstrong. “Permite que as aviadoras continuem desenvolvendo suas qualificações e horas de voo para progredir em sua carreira durante a gravidez. Foi baseado em anos de análise e pesquisa de fisiologistas da tripulação aérea, tanto na Força Aérea quanto em agências externas, para determinar que é seguro e aceitável que as mulheres voem por um período mais longo do que no passado”, explica.

A Major Lauren Olme decidiu voar até as 22 semanas de gestão – a idade gestacional em que costumam ocorrer os partos vai de 37 a 42 semanas. “Estou honrada por ser uma das primeiras a voar em uma aeronave com assento ejetável durante a gravidez”, disse a Major. “Eu não seria capaz de fazer isso se as mulheres da Força Aérea não defendessem esses tipos de mudanças, então viver algo que outras mulheres trabalharam tanto para alcançar é realmente uma honra”, completa.

Foto: USAF

“Lauren é uma mulher incrível, implantando uma unidade, desenvolvendo um cronograma, criando cenários de exercícios, sendo uma grande piloto e líder, tudo isso enquanto constrói um ser humano”, disse o marido, Major Mark Olme, também piloto de B-1B. “Não tenho certeza de como ela faz tudo isso, com equilíbrio e graça. Estou extremamente orgulhoso dela e mal posso esperar para contar ao nosso filho que ele voou supersônico em formação com a mamãe e o papai”.

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