A 39ª edição do exercício Fraterno, entre a Marinha do Brasil e a Armada Argentina, finalizada em 24 de agosto, demonstrou o atual estado de superioridade dos meios militares disponíveis do lado brasileiro. Destacaram-se a fragata F-200 Tamandaré, o submarino Humaitá e os helicópteros modernizados AH-11B Super Lynx.
A fragata F-200 Tamandaré entrou em serviço em 24 de abril de 2026, sendo o navio mais moderno entre as marinhas do continente, tendo como destaque seu sistema de artilharia antiaérea e o radar do tipo AESA. Já o submarino Humaitá foi comissionado em janeiro de 2024, também se tratando do mais moderno do seu tipo na América do Sul. Por fim, o helicóptero AH-11B é fruto de uma modernização dos AH-11A, contando agora com novos motores e suíte de guerra eletrônica e outras melhorias.

Pela Marinha da Argentina, foram empregados o destróier ARA La Argentina, as corvetas ARA Robinson e ARA Espora, o navio logístico ARA Patagonia e o navio-patrulha oceânico ARA Storni. O componente aeronaval argentino contou ainda com um helicóptero Sea King, uma aeronave P-3C Orion, um B-200 Super King Air e duas aeronaves T-34C-1 Turbo Mentor.
O destaque operacional fica a cargo do P-3C, fruto da compra de 4 aeronaves de segunda mão da força aérea da Noruega, onde foram substituídos pelos P-8 Poseidon. Já os Sea King, já aposentados no Brasil, passaram por processo de modernização. Os demais aviões foram adquiridos nos anos 70 e 80. Já os navios são todos dos anos 80 e 90, com exceção do Storni, recebido em 2021.
Como diz o nome do exercício, Fraterno, as atividades não tiveram foco em competitividade, e sim no ganho mútuo de conhecimentos. Antes do início dos exercícios no mar, militares brasileiros e argentinos participaram de reuniões de coordenação, conferências e atividades preparatórias. A etapa incluiu ainda testes de comunicações e adestramentos destinados a preparar as tripulações para a fase marítima.

A fase de exercícios teve início com a saída das fragatas União e Tamandaré de Porto Belgrano, na Argentina, e do submarino Humaitá da Base Naval de Mar del Plata, também no país vizinho. Durante a navegação, meios brasileiros e argentinos foram empregados em áreas de operações entre as duas bases navais. Entre as atividades realizadas estiveram ações de guerra antissubmarino, defesa aérea e de superfície, manobras táticas, operações aéreas, comunicações, operações de mergulho, controle de área marítima, operações de interdição marítima, exercícios de tiro e procedimentos de transferência entre navios.
Cooperação entre Brasil e Argentina
Realizada pela primeira vez em 1978, a Fraterno integra o calendário tradicional de exercícios entre as Marinhas do Brasil e a Armada Argentina. A continuidade do exercício contribui para a manutenção de procedimentos comuns de planejamento e execução de operações navais.
A edição anterior, realizada no Brasil em 2025, teve a participação de meios argentinos em águas brasileiras, enquanto a 39ª edição teve sua fase combinada realizada em águas argentinas. Como parte das atividades de encerramento, no dia 21 de agosto, os Comandantes dos Grupos-Tarefas das duas Marinhas assinaram o memorando de entendimento manifestando a intenção de realizar a próxima edição do exercício combinado.

Além dos exercícios no mar, as tripulações participaram de ações de intercâmbio entre as duas Marinhas. Em 17 de agosto, a tripulação do submarino Humaitá prestou homenagem aos tripulantes do ARA San Juan, no cenotáfio dedicado à memória dos submarinistas, na Base Naval de Mar del Plata.
(Com informações da Agência Marinha de Notícias)
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