AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Brasil treina defesa antiaérea em Roraima

A FAB tem doutrinas para uso do seu equipamento antiaéreo: todas as baterias atuam sob coordenação
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O 2° Grupo de Defesa Antiaérea (2° GDAAE) da Força Aérea Brasileira e o 12° Grupo de Artilharia Antiaérea de Selva (12° GAAAE SL) do Exército Brasileiro (EB) participaram na semana passada do exercício Escudo Antiaéreo, realizado com o apoio da Ala 7, de Boa Vista (RR). O objetivo foi treinar os sistemas de defesa antiaérea contra aeronaves de alta e baixa performance, exercitar os pilotos das aeronaves contra esses tipos de ameaças e avaliar o processo de comando e controle para acionamento em emprego das baterias antiaéreas.

Para o Comandante do 2° GDAAE, Tenente-Coronel Gilson Resende Floriano Junior, essa operação tem uma grande importância para a FAB à medida que proporciona aos envolvidos a realização de todos os eventos relativos à defesa antiaérea de um ponto de interesse do Comando da Aeronáutica, compreendendo as fases de planejamento, mobilização e de execução, que é o cumprimento da missão em si, com o emprego do armamento.

“Nós vivenciamos, na prática, o cumprimento de uma missão de defesa aeroespacial, envolvendo o nosso efetivo operacional nesse tipo de missão, absorvendo as dificuldades operacionais e logísticas de desdobramento impostas pelas características climáticas e geográficas da Amazônia e proporcionando a elevação operacional de todos os envolvidos. É, de certa maneira, a coroação de tudo aquilo que foi aprendido ao longo dos treinamentos e estudos em sede”, avaliou o tenente-coronel.

Caças F-5EM e A-29 Super Tucano, dos Esquadrões Pacau e Escorpião, respectivamente, atuaram como aeronaves-alvo e também treinaram as táticas contra os sistemas antiaéreos. “Hoje nós temos a capacidade de analisar tudo o que aconteceu durante o voo, verificar a eficácia do nosso emprego e defesas e retirar ensinamentos que permitirão a evolução da nossa doutrina”, explica Major Antonio Augusto Silva Ramalho, do Esquadrão Escorpião.

O mesmo exercício aconteceu ao mesmo tempo em Santa Maria (RS), Rio de Janeiro (RJ), Itanhaém (SP), Sete Lagoas (MG) e Anápolis (GO). Durante a fase de execução, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), em Brasília (DF), acompanha a evolução do cenário em tempo real e transmite às ordens aos Centros de Operações Militares (COpM), que detectam as aeronaves inimigas realizando a incursão; e às Unidades de Defesa Antiaérea, para disparo simulado dos armamentos antiaéreos.

Em novembro, os Grupos de Defesa Antiaérea da Força Aérea vão participar do exercício Cruzex.

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