AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Caça espanhol atira por engano e Rússia sobe o tom

As missões de policiamento aéreo no Báltico são um dos pontos de atrito entre a OTAN e a Rússia
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Aconteceu no dia 7 de agosto. Dois Eurofighter Typhoon da Espanha treinavam com dois Mirage 2000 sobre os céus da Estônia quando um piloto espanhol, inadvertidamente, lançou um míssil ar-ar AiM-120 Amraaam a menos de 100 km da Rússia. Agora, a diplomacia de Putin tem apresentado o incidente como o tipo de situação que atenta contra a segurança do mundo.

Em entrevista ao canal francês RT France, o Ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse que quase todas as iniciativas de cooperação entre a Rússia e a OTAN foram congeladas. Para o ministro, “graças a deus o míssil não matou ninguém”.

O AiM-120 teria alcance para ingressar no espaço aéreo russo. Porém, teria sido rumo ao Norte, dentro do próprio território estoniano. O AMRAAM tem um sistema de auto-destruição para casos assim, mas sequer há certeza se funcionou. Os destroços não foram encontrados até hoje.

As investigações apontaram culpa do piloto espanhol, um veterano, que deixou de adotar as medidas de segurança necessária. A punição é classificada pela imprensa internacional como “mínima”.

Desde 2004 a OTAN realiza missões de policiamento aéreo sobre os três países do Báltico: Estônia, Lituânia e Letônia. Em sistema de rodízio, as forças aéreas realizam a defesa do espaço aéreo e treinamentos. Normalmente, exercícios do tipo são realizados com munições inertes. Porém, a OTAN exige que os voos no Báltico, na fronteira com a Rússia, aconteçam sempre com armamentos reais.

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