Caças da Marinha do Brasil treinam combate aéreo contra helicópteros

Com a maioria das marinhas do mundo não dispondo de aviões embarcados, mas contando com grande número de helicópteros embarcados, a Marinha do Brasil treina para ter que suas próprias aeronaves tenham uma doutrina para abater esse tipo de ameaça. Por isso, em fins de maio, caças A-4 Skyhawk da Aviação Naval se exercitaram contra um helicóptero AH-15A Super Cougar.

Designados pela Marinha do Brasil como AF-1, os A-4 foram testados em diversos perfis de interceptação, com o AF-1 operando em velocidades compatíveis com a aeronave interceptada. O Skyhawk demonstrou efetiva controlabilidade mesmo em baixa velocidade, característica essencial para manter o acompanhamento visual e a consciência situacional durante a aproximação.

A ameaça representada por helicópteros modernos, equipados com mísseis antinavio ou empregados para transporte de tropas em abordagens táticas, é cada vez mais relevante nos cenários de conflito contemporâneo. Por isso, a Marinha do Brasil adota os procedimentos definidos pela OTAN como Slow Mover Intercept (SMI).

Ainda que a própria Marinha do Brasil não conte mais com porta-aviões, os AF-1 podem operar a partir de bases do continente, tendo alcance suficiente para cobrir a maior parte do mar territorial brasileiro e da Zona Econômica Exclusiva. As únicas áreas fora de alcance são as que ficam em torno da ilha de Trindade. Também não é possível fornecer cobertura em caso de deslocamentos dos meios navais.

Humberto Leite

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