A China tem conseguido ampliar a lista de exportações militares. Somente em agosto, foram anunciados dois negócios que mostram o crescente poder de convencimento de novos clientes, que historicamente utilizaram aeronaves de origem russa ou Ocidental.
O Cazaquistão, tradicional cliente da Rússia, vai adquirir seis jatos de treinamento avançado K-8W Karakorum e de um número não divulgado de aviões de transporte Y-9E. Na prática, foram barrados o Yak-130 e o C-130 Hércules, ou mesmo o brasileiro KC-390 Millenium.

A compra do K-8, até agora exportado para Angola, Bangladesh, Bolívia, Egito, Laos, Mianmar, Namíbia, Paquistão, Sri Lanla, Sudão, Venezuela e Zâmbia, abre espaço para eventual uso futuro de caças fabricados na China. Hoje, o Cazaquistão opera jatos Su-27 e Su-30 Flanker.
Já o Y-9 vai compor uma frota heterogênea: com nove Airbus C295W em serviço e dois A400M Atlas encomendados, o Cazaquistão conta ainda com aeronaves Antonov e Tupolev, todos recebidos na era soviética. O Shaanxi Y-9 é um projeto recente, com primeiro voo realizado só em 2010, tendo capacidade para transportar até 20 toneladas.
A outra venda recente da China que chamou a atenção foi a de jatos J-10 para o Uzbequistão, país que também é cliente do Brasil, com a compra de cargueiros KC-390.

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