O porta-aviões a propulsão nuclear USS Abraham Lincoln superou os 200 dias seguidos de missão, boa parte por conta do estado de conflito permanente contra o Irã. O navio saiu do porto de San Diego em 21 de novembro para o que seria uma viagem de rotina pelo Pacífico e, após ficar ancorado por apenas um dia em Guam, entre 11 e 12 de dezembro, mantém-se em operação constante.
A partir de 28 de fevereiro, a ala aérea do porta-aviões, formada por caças F-35C Lightning II e F-18E/F Super Hornet, além dos aviões de guerra eletrônica EA-18G Growler, passou a ser um dos principais meios de ataque dos Estados Unidos ao Irã. Também houve operações defensivas: sabe-se que forças iranianas tentaram atacar o navio pelo menos duas vezes, com drones e com mísseis, o que exigiu missões defensivas dos caças embarcados.

Mesmo após a assinatura do já fracassado termo de paz entre Estados Unidos e Irã, o USS Abraham Lincoln permaneceu na área e conduziu alguns ataques considerados “retaliatórios”. Agora, com novas hostilidades abertas, o número de missões voltou a atingir níveis elevados. Os cinco mil militares a bordo também têm o apoio de aviões-radar E-2D Hawkeye, helicópteros MH-60S e MH-60R Seahawk e aeronaves de transporte CMV-22B Osprey.
No início do conflito, em fevereiro, chamou a atenção o esforço dos tripulantes de outro porta-aviões, o USS Gerald R. Ford, que operou contra a Venezuela, contra os rebeldes Houthis e contra o Irã. Porém boa parte da missão, na fase inicial, foi em visitas protocolares a nações aliadas na Europa, com múltiplas oportunidades de atracar em portos.
VEJA TAMBÉM:
Sem apoio internacional, aeronaves dos EUA voam mais para atacar o Irã
Revelada vulnerabilidade do maior porta-aviões dos EUA
Novo conflito contra Irã põe em xeque a fama do F-22
Guerra no Irã destacou nova missão e nova capacidades do A-10









