AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Criadora do AK-47 lança drone kamikaze

Conhecida pela produção do fuzil AK-47, a empresa russa Kalashnikov apresentou o projeto do drone kamikaze KYB. A ideia é ter aeronaves silenciosas com poder destrutivo suficiente para afundar um navio militar.

Em realidade, os voos e os ataques ocorrerão no modelo conhecido como “nuvem de drones”. Cada um levará até três quilos de explosivos e os sistemas de defesa do inimigo podem até abater unidades, mas dificilmente irá acabar inteiramente com a ameaça.

“Este drone é uma bomba-barragem que pode ficar horas no céu ou voar imediatamente em direção ao alvo para explodi-lo. Ele é pequeno e silencioso graças ao motor elétrico, que praticamente não faz barulho, ao contrário dos análogos estrangeiros”, diz Nikita Khamitov, chefe de projetos especiais do grupo ZALA, responsável pela criação do sistema.

“Há poucas armas desse tipo no mercado hoje. As empresas estrangeiras tendem a criar drones com bombas de 80 kg a bordo. Eles são mais poderosos em comparação com os nossos, mas são mais caros e barulhentos. Nosso intuito era criar uma arma pequena e furtiva”, diz Khamitov.

Cada lançador poderá armazenar até quinze unidades dos drones. De pequenas dimensões, os lançadores poderão ser instalados a bordo de navios ou mesmo de veículos blindados. Os drones porão ser usados contra alvos marítimos, terrestres e aéreos.

Segundo a Kalashnikov, os drones já passaram por testes militares e a empresa está pronta para iniciar a linha de produção. O objetivo será cumprir missões hoje a cargo da artilharia dos exércitos, blindados ou mesmo de helicópteros de ataque.

“O uso mais recente de drones kamikaze semelhantes foi durante a guerra de Nagorno-Karabakh, em 2020, entre a Armênia e o Azerbaijão. O Azerbaijão usou drones com bombas a bordo para eliminar os veículos blindados armênios e sistemas antimísseis e causar caos nas fileiras do inimigo”, explica o diretor de desenvolvimento da Fundação para a Promoção de Tecnologias do Século 21, Ivan Konovalov.

(Com Russia Beyond)