AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Envio de novos caças para Ucrânia esbarra em disponibilidade e tecnologia

Os MiG-29 Fulcrum que estavam em serviço na Ucrânia, possivelmente, já foram destruídos ou estão sem condições operacionais. Foto: Charles Vaughn / USAF

Enquanto a Ucrânia já anuncia a chegada de pilotos na Polônia para levar jatos de combate para a zona de guerra contra a Rússia e parte da imprensa fala em até 56 caças MiG-29 e 14 aviões de ataque Su-25 para reforçar os ucranianos, na realidade a ajuda deve ser menor e menos efetiva. De fato, o número de jatos a serem enviados deve ser menor, e eles representam o que há de menos avançado das linhas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Apesar de modelos de origem soviética terem recebido versões mais avançados nas últimas décadas, os que ainda estão disponíveis na Bulgária, Polônia e Eslováquia – países que estiveram sob influência de Moscou até o início dos anos 90, mas que agora fazem parte da OTAN – estão em fase final da vida útil. No caso da Polônia, que já conta com esquadrões de F-16 fabricados nos Estados Unidos e se prepara para a chegada dos F-35, dos 28 MiG-29, menos de dez estão em efetiva condição operacional. O restante precisaria passar por um demorado processo de manutenção que já estava fora dos planos. E não há a confirmação de quantos seriam repassados à Ucrânia.

Já no caso da Bulgária, a situação é diferente: o país já comprou caças F-16 da versão mais recente, F-16V, mas seus 14 MiG-29 continuam a ser a linha de frente da defesa nacional. Sem eles, a Bulgária deixa de ter a sua própria defesa do espaço aéreo. Quando aos 14 Su-25, são também, ainda, os principais jatos de ataque do país. A disponibilidade total da frota é desconhecida. A situação é a mesma da Eslováquia, que ainda depende da sua dúzia de jatos MiG-29 enquanto espera seus F-16V.

Outros modelos operados pela OTAN, inclusive ainda de origem soviética, como os MiG-21 da Romênia, são inacessíveis aos ucranianos porque seus aviadores não são habilitados para essas plataformas. Ainda assim, os MiG-29 e Su-25 a eventualmente serem doados por países da OTAN têm ainda como empecilho terem mudanças frente às aeronaves ucranianas, especialmente nos seus sistemas de comunicação.

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