AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

EUA ativarão novas aeronaves de ataque eletrônico em 2024

EA-37B Foto: USAF

A United States Air Force deve iniciar em 2024 as operações com seus novos jatos de ataque eletrônico EA-37B. Baseadas no avião executivo Gulfstream G550, as dez aeronaves vão cumprir missões hoje realizadas pelos últimos EC-130H Compass Call ainda em serviço, sendo descritas oficialmente como “interromper as comunicações de comando e controle, radar e sistemas de navegação do inimigo para restringir a coordenação do espaço de batalha”.

As reais capacidades, como é de se esperar, não são claras. Chamou a atenção o fato de, no fim de outubro, o Air Combat Command ter modificado a designação de EC-37B para EA-37B, uma mudança que troca o termo “Eletronic Cargo”, usado costumeiramente por aviões de transporte adaptados para a tarefa, para “Electronic Attack”, semelhante, por exemplo, aos EA-18G Growler, equipados com sistemas de “jamming” e com mísseis para destruição de radares inimigos.

EC-130H e EA-37B da USAF. Foto: L3 Harris

Com uma profusão de antenas, sensores e outros equipamentos a bordo, a troca da designação EC-37B para EA-37B também pode indicar a total retirada de qualquer possibilidade de uso da aeronave para transporte, ainda que de maneira restrita. A aparência externa da aeronave segue o padrão dos Gulfstream G550 CAEW, versão usada em Israel como avião-radar. Essa capacidade, porém, não deve ser incluída, havendo, por outro lado, a possibilidade de atuar também para captar sinais inimigos, em típica missão de reconhecimento e inteligência.

Os dois primeiros EA-37B foram entregues, em setembro, ao 645th Aeronautical Systems Squadron, para testes e avaliações. No início do ano, a primeira aeronave será transferida para o 55th Electronic Combat Group, com sede na base aérea de David-Monthan, no Arizona. O complemento da frota precisa ser acelerado: nove dos 14 EC-130H já foram retirados do serviço ativo.

A troca dos EC-130H pelos jatos mais modernos deve representar uma perda em termos de duração dos voos, porém haverá ganho de velocidade e da capacidade de operar em níveis mais elevados. A maior confiabilidade da célula também é esperada, com menos tempo de aviões parados no hangar por causa da manutenção.

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