AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

China demonstra poder ar-ar do caça J-16 Flanker

Caças J-16 da China. Foto: Zhao Yutong

Com uma única foto, a força aérea da China conseguiu atrair a atenção de analistas militares do Ocidente. Quatro caças J-16 Flanker, versão fabricada localmente do jato russo, apareceram em uma formação que revela o poder de fogo para missões de superioridade aérea.

Um dos J-16 voava com uma carga bélica de quatro mísseis PL-10, um PL-12, quatro PL-15 e um PL-17. Somando as capacidades, eram dez mísseis ar-ar com capacidade de utilização desde combates de curto alcance até 400 km de distância.

Esse alcance máximo é possível por meio do PL-17, também chamado de PL-20, uma arma de grande porte, com seis metros de comprimento, com motor de combustível sólido e combinação de sistemas de guiagem, incluindo navegação inercial, atualização de alvo por datalink, radar ativo e sensor IR. Pouco manobrável, seu foco seria destruir alvos de alto valor, como aviões-tanque, aeronaves de inteligência e aviões-radar.

O PL-17 é tão moderno quanto o PL-15, que entrou em serviço em 2016. Neste caso, trata-se de um equivalente ao norte-americano AIM-120 AMRAAM, sendo manobrável o suficiente para atingir aviões de caça, porém com alcance chegando a 300 km. O míssil dos EUA dificilmente supera os 100 km, sendo equivalente ao PL-12, que entrou em serviço em 2005.

Em realidade, o PL-15 levou ao desenvolvimento do futuro AIM-260 JATM, uma resposta ocidental ao míssil chinês, que atualmente dá uma vantagem tática ao país asiático. Guiado por radar, é uma arma capaz de seguir diretamente para seu alvo, oferecendo menor risco ao avião lançador.

Por fim, o PL-10 é outra arma recente, tendo entrado em serviço oito anos atrás. Guiado por sistema infravermelho, pode receber atualizações sobre o alvo via datalink e se destaca pelo empuxo vetorado, sendo comparável aos ocidentais Iris-T e ASRAAM, e possivelmente superior ao AiM-9 Sidewinder.

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