AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

EUA têm cerca de um milhão de militares acima do peso, incluindo 13,6% dos pilotos

Militares da Guarda Aérea Nacional embarcam em helicóptero HH-60G. Foto: Caila Arahood

O controle da massa corporal é um desafio para o Pentágono. Cerca de 68% do 1,4 milhão de militares da ativa estão com sobrepeso ou em estado de obesidade. A informação consta em um relatório do American Security Project (ASP), elaborado a partir de dados do Departamento de Defesa do país.

Os dados de 2023 revelam que 13,6% dos aviadores estão obesos, índice menor que o encontrado na infantaria: 15%. Já entre o pessoal de inteligência e de engenharia, os números sobem para 19,8% e 21,8%, respectivamente. Entre as quatro forças armadas analisadas, a pior situação está na US Navy, com 27,1% dos militares da ativa apresentando Índice de Massa Corporal na faixa da obesidade. Força aérea, exército e fuzileiros navais estão com 18,7%, 18,3% e 8,9% dos seus efetivos na obesidade, respectivamente.

O levantamento destaca que a obesidade é fator de risco para contusões durante o serviço e baixas para a reserva por conta de questões médicas. O índice de militares das forças armadas classificados como obesos subiu de 10,4% em 2012 para 21,6% em 2022. Já os distúrbios alimentares cresceram 79% entre 2017 e 2021.

O relatório destaca que os militares engordam durante o período ativo. Antes de se alistarem, 30,% estão com o peso ideal. Este índice sobe para 50,6% durante o alistamento, mas logo cai para 31% durante o serviço ativo. Entre militares norte-americanos que completam 35 anos de idade ainda na ativa, só 20,7% estão no peso ideal. Nessa faixa etária, 51,2% estão acima do peso e 28,1% atingem a obesidade.

Além das questões operacionais, o estudo aponta que, de acordo com o Centers for Disease Control and Prevention, o Departamento de Defesa dos EUA gasta anualmente cerca de US$  1,5 bilhão em tratamento de doenças causadas pela obesidade dos seus militares da ativa, veteranos e familiares. O texto destaca não ser uma questão moral, e sim de saúde, tratando a obesidade como uma doença crônica.

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