AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

FAB supera 2,1 mil horas de voo em apoio à população do RS

Foto: Força Aérea Brasileira

Vinte e seis aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) envolvidas na missão de apoio à população do Rio Grande do Sul superaram as duas mil e cem horas de voo registradas. Até aviões de combate foram engajados na atividade (veja mais abaixo). Até o dia 9 de junho, a FAB transportou 1.352 toneladas de material de apoio de 1.100 toneladas de donativos, além de 7.319 pessoas utilizadas nas tarefas de resgate e apoio.  Em termos de resgates, foram 243 pets e 2.142 salvas com o uso de aeronaves da FAB.

“A marca atingida representa a pronta-resposta da FAB, em especial de suas unidades aéreas, para atender às necessidades da sociedade nas enchentes do Rio Grande do Sul. Porém, mais importante que as horas voadas são as vidas dos brasileiros salvas nos resgates, nos transportes de donativos, nas evacuações aeromédicas, enfim, em todas as ações da FAB em prol da população atingida”, destacou o Chefe do Centro Conjunto de Operações Aeroespaciais do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), Brigadeiro do Ar Alessandro Cramer.

As bases aéreas de Santa Maria (BASM), Canoas (BACO) e Florianópolis (BAFL) têm sido pontos focais de trabalho, ainda que outras bases tenham sido envolvidas na coleta e preparação de doações. Aeronaves vindas de outras regiões do País também foram mobilizadas.

Para transporte, por exemplo, voam os C-98 Caravan do Esquadrão Pastor, sediado em Natal (RN), e do Esquadrão Guará, de Brasília (DF). Já os C-97 Brasília são do Esquadrão Pégaso, de Canoas (RS), e do Esquadrão Guará. Os C-95 Bandeirante são operados pelos esquadrões Pioneiro, do Rio de Janeiro (RJ), Pastor, Pégaso e Guará. De Campo Grande (MS) e Manaus (AM) vieram os C-105 Amazonas dos esquadrões Onça e Arara. Por fim, os esquadrões Gordo, do Rio de Janeiro (RJ), e Zeus, de Anápolis (GO), operam os KC-390 Millenium, enquanto o Corsário, também da capital carioca, voa os KC-30.

Um destaque são os C-105, que têm sido usados para as missões de ressuprimento aéreo, com lançamento de carga em pleno voo. Trata-se de uma operação típica de guerra que tem se mostrado valiosa para atender comunidades isoladas. “O nosso vetor, o C-105 Amazonas, agrega características como versatilidade, flexibilidade, alta capacidade, que permite um pronto emprego no cenário atual de apoio às vítimas da enchente no RS”, destacou um dos militares do Esquadrão Onça, Capitão Cleber De Souza Nichelli.

As missões de busca e resgate contaram com o apoio de um avião SC-105 Amazonas do Esquadrão Pelicano, de Campo Grande (MS), além de helicópteros H-60 Black Hawk da mesma unidade e do Esquadrão Pantera, de Santa Maria (RS). Modelos H-36 Caracal do Esquadrão Puma, do Rio de Janeiro (RJ), e Falcão, de Belém (PA), também foram mobilizandos, cumprindo ainda missões como infiltração e exfiltração de tropa, além de Evacuações Aeromédicas e resgates das vítimas das enchentes.

Por fim, jatos A-1M AMX, criados para missões de combate como ataque ao solo e reconhecimento em territórios hostis, são utilizados pelo Esquadrão Poker, de Santa Maria (RS), para mapear estruturas em risco em todo o Rio Grande do Sul. A atividade foi reforçada por um drone RQ-900, do Esquadrão Hórus, também de Santa Maria, utilizado no apoio aos resgates. Esta última aeronave se acidentou, sendo a única perda operacional até o momento, a despeito das dificuldades enfrentadas.

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